Coleguinhas: JT, uai!

Coleguinhas: JT, uai!

Atualizado em 11/01/2006 às 18:01, por Thaís Naldoni.

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Conversa em volta da mesa. Da esquerda para a direita: Carmos Chagas, Moisés Rabinovici, ladeado por sua esposa; Miguel Jorge, Ivan Ângelo, sua esposa Terezinha e Luciano Ornelas

O mais paulistano dos vespertinos, o Jornal da Tarde , chega aos 40 anos. Para comemorar, a equipe pioneira do jornal se reúne sob o espírito mineiro que marcou sua geração e que transformou a vanguarda do jornalismo da capital paulista numa espécie de embaixada de Minas na redação dos Mesquita, em São Paulo

Parecia um contra-senso: a família Mesquita queria um jornal ágil, com linguagem jovem, articulado com um novo espírito paulista dos anos 60 e, para isso, destacou emissários que fossem a Belo Horizonte para compor o quadro do Jornal da Tarde , o vespertino que mudou o jornalismo brasileiro e ajudou a desenhar a identidade paulistana. E, de repente, a redação do JT era uma espécie de "embaixada" de Minas Gerais na capital paulista. Alguns dos jovens repórteres de talento - a quem seria destinada a empreitada - estava em Minas. Murilo Felisberto e Mino Carta tinham a missão de montar a equipe.

A primeira tarefa de Felisberto foi perambular pelas redações fazendo ofertas aos talentos que despontavam no jornalismo mineiro. Assim, desembarcaram em São Paulo, mais precisamente no Jornal da Tarde , os jovens jornalistas Luciano Ornelas, Cléber de Almeida, Moisés Rabinovici, Dirceu Soares, Ivan Ângelo, Fernando Mitre, Antônio Lima e Carmo Chagas. Era 1965.

Quarenta anos depois, "os velhos mineiros" se encontraram para relembrar os "velhos tempos" e comemorar a quarta década do JT , comendo comida típica, acompanhada da tradicional cachaça de salinas e, é claro, de uma cervejinha gelada. Encontraram- Encontraram- se Carmo Chagas (hoje comanda a própria empresa, a Textual Produção Editorial), Rabinovici (hoje, Diário do Comércio ), Ivan Ângelo (hoje, colunista da Veja SP e JT ), Luciano Ornelas (hoje, Diário do Comércio ) e Miguel Jorge (hoje, Santander). Faltaram ao encontro Cléber de Almeida e Fernando Mitre. O colega Antônio Lima faleceu.

Durante a tarde em que passaram juntos, no último dia 17 de dezembro, a conversa era pautada pelo espírito mineiro, ou seja, é possível falar sobre física, geografia e viagens internacionais. Mas a pauta era inevitável: os áureos tempos do JT . O cenário do encontro foi propício às lembranças mineiras: fogão de lenha, moedor de grãos de café, árvores frutíferas, galinhas ciscando pelo quintal e uma plaquinha que remetia à origem dos colegas e fazia com que todos se sentissem em casa: Cantinho do Mineiro. Entre tantos, vale lembrar que a casa era de Carmo Chagas. "Organizei este encontro para comemorar os 40 anos do jornal e, obviamente, reencontrar os amigos e botar a conversa em dia", conta.

Leia a matéria completa na edição 209 (janeiro-fevereiro) de Imprensa