Coleguinhas Bruna Repetto e Luciana Villas Boas

Atualizado em 05/04/2013 às 17:04, por Redação Portal IMPRENSA.

ESCREVENDO MÚSICA

Bruna Repetto herdou o talento para a música da avó, com quem dividia o crédito das cantorias que faziam em casa e treinava por diversão a potência da sua voz. Quando terminou o colégio, enfrentou o desafio de escolher uma faculdade que preenchesse a falta de um curso de música popular na sua cidade natal, Porto Alegre, e acabou se rendendo ao jornalismo.
Entre um semestre e outro, decidiu morar em Boston (EUA) para estudar música. Admitida na Berklee College of Music, considerada uma das melhores escolas do mundo, estudou teoria musical e canto popular, além de se apresentar como intérprete de jazz.
De volta ao Brasil, terminou jornalismo e foi se aventurar em São Paulo. Aproveitando o convênio com a universidade onde já tinha estudado, ingressou no Conservatório Souza Lima & Berklee. Durante os seis anos na capital paulista escreveu para os jornais Zero Hora e Jornal do Brasil, além, claro, de fazer música.
Em 2010 lançou seu primeiro álbum, “Em Movimento”, e gravou com o compositor Roberto Menescal, nome conhecido da bossa nova. No ano seguinte lançou o livro “Quando a música entra em cena”, em que aborda a relação da música com o cinema, outra grande paixão da gaúcha.
Criadora do blog “Música para Leigos”, Bruna acredita que jornalismo e música têm tudo a ver. “A música é uma linguagem, e escrever sobre música, tendo também o contato com o outro lado, é tão prazeroso quanto.”
DAMA DAS LETRAS

Em 1976, a carioca Luciana Villas-Boas trancou o curso de História para passar um tempo em Londres. Seu pai, esquerdista e ex-pracinha da II Guerra Mundial, ficara sabendo que a filha corria risco de ser presa pela ditadura militar. “Não acreditei naquilo.Apenas realizava pequenas missões de apoio. Mas acabei indo. ” Lá, faria noticiários para a BBC por um ano e meio. De volta ao Brasil, onde concluiu a graduação em história, produziria filmes institucionais e apresentaria telejornal na extinta TV-E. A experiência alçaria Luciana à bancada do “Jornal da Globo”. Mesmo na maior emissora do país, não se sentia realizada. Trocou a TV por Veja, migrando mais tarde para o Jornal do Brasil, onde, entre outras funções, editou o caderno “Ideias”. Veio então a virada na carreira. Em 1995, assumiu a diretoria editorial do Grupo Record. Saiu no ano passado, após 17 anos, para montar sua própria agência literária, a Villas- Boas & Moss, com o sócio Raymond Moss. “Embora a agência represente catálogos de editoras estrangeiras para o Brasil, o foco é literatura brasileira. ” Mesmo se dizendo mais apaixonada por livros do que pelo jornalismo, destaca o valor deste na sua vida. “O fechamento diário é o melhor treino que conheço para tomada de decisões. Além disso, meu tempo e minhas relações compõem o meu capital.”