Coleguinhas: as invenções de Paulo Gannam e a música de Fernando Telles

Ideias fora do papel Crédito:arquivo pessoal Um aparelho eletrônico de comunicação instantânea que alerta, com frases curtas e objetivas, qualquer problema identificável em um veículo ou nas estradas.

Atualizado em 17/09/2015 às 18:09, por Redação Portal IMPRENSA.

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Um aparelho eletrônico de comunicação instantânea que alerta, com frases curtas e objetivas, qualquer problema identificável em um veículo ou nas estradas. Um sensor lateral para proteger rodas e pneus junto ao meio-fio. Um protetor de unhas para quem tem onicofagia (hábito de roer as unhas). Essas são algumas das invenções criadas pelo jornalista Paulo Gannam.


Tudo começou em 2005, quando cursava seu terceiro ano de jornalismo e administrava um blog com artigos sobre os mais variados temas. Certa vez, publicou um texto intitulado “Obra-prima de borracha”, destacando os benefícios de se trazer a galocha de volta ao mercado.


“Creio que ali estava começando a nascer a verve inventiva”, diz Gannam. Sua passagem pelo jornalismo foi breve, com trabalhos no jornal Vale Paraibano e na Câmara de Taubaté. Ele resolveu “abandonar os gramados da notícia para focar em terrenos mais desconhecidos”. Em sua trajetória como inventor independente, encontra alguns obstáculos no caminho, como a falta de um programa de apoio ao profissional.


Segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, mais de 60% de tudo o que foi inventado ou aperfeiçoado no mundo até hoje foram criados por inventores autônomos, porém, menos de 3% conseguem chegar ao mercado. “Deixo um alerta para os inventores: não basta sentar no sofá e achar que o mundo vai atrás de você para falar das suas invenções. Inventor precisa aprender a ser marqueteiro. Os resultados demoram, mas vêm. É preciso muito trabalho.”


Marcado pela voz


Fernando Telles não tem uma banda de rock, mas boa parte de sua trajetória profissional começou em

Crédito:arquivo pessoal uma garagem, no início dos anos 1990. Ainda adolescente, ele fazia os então famosos bailinhos de bairro. “Pegava o microfone e animava a galera. Aí me diziam ‘você leva jeito’. Um dia resolvi tentar.” As pessoas estavam certas, e ele atua como DJ até hoje, mais de vinte anos depois. Em paralelo às festas e aos eventos, Telles emprestou sua voz a outro grande companheiro de vida: o rádio.


O primeiro passo ocorreu também na década de 1990, como locutor de uma rádio em Leme (SP), oportunidade que surgiu durante um curso no Senac. A caminhada seguiu por FMs, como Nativa, Top, Energia 97 e Tropical. Hoje, ele está na Transamérica. “Já fiz produção, edição e vários ritmos musicais. Se a música é boa, eu gosto.”


Aos 40 anos, ele acorda às 4h20 e dorme às 21h30, transitando diariamente entre o sertanejo e pagode de manhã, em uma rádio de São José dos Campos (SP), e o pop à tarde, na capital paulista, em sua segunda passagem pela Transamérica. A primeira foi em 2012, cobrindo férias na área “Hits”. A segunda começou em outubro de 2014, na “Pop”.


Apaixonado por rádio e antigo ouvinte da emissora, trabalhar na Transamérica tornou sua carreira ainda mais especial. “Lembro-me de vir buscar prêmios aqui quando eu tinha 11 anos. Eu me encontrei no rádio. Estar aqui é um sonho realizado. Quando a ficha caiu foi marcante.”