Coleguinhas: A fé que move notícias
Coleguinhas: A fé que move notícias
Em 1956, quando entrou ainda menino para o seminário, César Moreira não estava muito preocupado com os ensinamentos do sacerdócio. "Entrei para o seminário porque nele existiam piscina e futebol. Era tudo que um menino de dez anos queria". Com o tempo, porém, veio o amadurecimento da fé. César ordenou-se na Basílica Nacional de Aparecida em 1970. Já padre, começou a apresentar um programa semanal na Rádio Aparecida. Dessa experiência nasceu a paixão por outro sacerdócio, o jornalismo.
Faltava apenas cursar a faculdade, o que ocorreu em 1976, quando ingressou na Faculdade Integrada Alcântara Machado. Formou-se em 80, ano da primeira visita do papa João Paulo II ao Brasil e também da sua estréia nas rádios Globo e Excelsior. Padre César, como é conhecido, reconhece que sua vida sacerdotal não seguiu o modelo tradicional de um padre - os trabalhos na paróquia e dedicação exclusiva às ações pastorais. Depois de formado, foi nomeado diretor-geral da Rádio Aparecida. "Até 1990 me dediquei diretamente ao jornalismo e a programas de evangelização no rádio. Minha paróquia por 20 anos foi o rádio", conta. Mas nem por isso deixou de celebrar missas dominicais e promover encontros de jovens.
Padre César, além de professor universitário, acumula passagens pelas rádios Record - "antes da chegada do bispo Edir", frisa - e Capital. Também dirigiu a Rádio Difusora de Goiânia e cobriu viagens do papa a Portugal em 1982 e 91. Voltou à Rádio Aparecida em 97, para dirigir a futura TV Aparecida, acalentado pelo sonho da criação da emissora católica. Há dois anos no ar, a tevê está presente em 15 capitais e mais 150 municípios brasileiros. "Somos hoje cinco padres com tempo integral para a televisão. Temos 120 funcionários e grade de programação de 24 horas. E não há conciliação entre o profano e o sagrado porque toda nossa atividade é humana e divina".






