Coleguinhas: A criatividade de Gabriel Camões e a programação de Raphael Perret

Crédito:Adenor Gondim TRÊS VEZES CRIATIVIDADE Aos 8 anos, ele disse a uma tia atriz e professora de teatro o que queria ser quando crescesse: ator, astrônomo e astrólogo.

Atualizado em 23/05/2015 às 10:05, por Redação Portal IMPRENSA.


Aos 8 anos, ele disse a uma tia atriz e professora de teatro o que queria ser quando crescesse: ator, astrônomo e astrólogo. Das três profissões, conquistou uma. “Desde criança a vejo em cena e aquilo sempre mexeu comigo, me despertou um encantamento. Fiz teatro na infância, na escola e em cursos particulares”, lembra Gabriel Camões Freire, hoje com 30 anos.

Nascido e criado em Salvador (BA), ele ajudou a fundar a Cia “Os Bumburistas”, que existiu de 2005 a 2011, mas decidiu “fugir” dos palcos. Apostou na área de humanas e na sua paixão por ler e escrever, abraçando o jornalismo. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi repórter de cultura do jornal Correio e hoje coordena a comunicação do Teatro Castro Alves. “É um lugar mágico, único e que tem me proporcionado experiências inexplicáveis como profissional e como público”, afirma. Depois, conheceu a “palhaçaria”, segundo ele, um terreno prazeroso, revelador e “a coisa mais mágica” que já viveu. Hoje, ele busca equilibrar os três ofícios na rotina por acreditar que eles se misturam positivamente. “O palhaço me ajuda a ser ator, que me ajuda a ser jornalista, que me ajuda a ser palhaço. Dentro ou fora do palco, com ou sem nariz vermelho, escrevendo para o público ou para os veículos de comunicação, a energia criativa que me mobiliza, que faz as ideias brotarem e provoca o frio na barriga, nasce e parte do mesmo lugar.”
Crédito:Arquivo pessoal PROGRAMADOR DE HISTÓRIAS Quando aparece a pergunta “Por que você escolheu o jornalismo?”, muitos estreantes na profissão usam como justificativa a máxima de que queriam fugir da temida matemática. Fora da curva, Raphael Perret decidiu unir os dois universos. Cursou, ao mesmo tempo, jornalismo e informática. Lá nos anos 1990, viu a internet despontar e, com isso, novas oportunidades para os profissionais de comunicação. “Os conhecimentos de programação poderiam ser um diferencial. Ao mesmo tempo, percebia um aumento da importância da tecnologia na prática do jornalismo. Isso me motivou cada vez mais a concluir as duas faculdades”, conta. Mesmo quando tudo indicava que o jornalismo ficava mais distante, pois havia sido efetivado em uma empresa de software, alguns colegas o “resgataram”.

Entre 2000 e 2003, fez matérias para o caderno “Internet” e foi interino da coluna “Insite” do extinto Jornal do Brasil. Lá, participou da cobertura das Olimpíadas de Sydney (2000) e da Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul (2002), pelo JB Online, braço virtual do veículo. “Fazíamos a transmissão em tempo real dos jogos usando onomatopeias, exclamações, piadas, como se fosse um rádio, só que escrito. Até aquele momento, as coberturas via internet eram bem frias, limitando-se a relatar o que acontecia em campo. Hoje em dia, o modelo que começamos em 2002 é o padrão.” Coordenador do site do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje, vira e mexe, as profissões se encontram.