Coleguinhas: A arquitetura de Gabriel Kogan e a música de Roberto Maia

PROJETANDO E ESCREVENDO Na fila do vestibular, Gabriel Kogan estava em dúvida entre cursar história na Universidade de São Paulo (USP) e jornalismo na Cásper Líbero, mas optou por arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da USP.

Atualizado em 17/08/2015 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Na fila do vestibular, Gabriel Kogan estava em dúvida entre cursar história na Universidade de São Paulo (USP) e jornalismo na Cásper Líbero, mas optou por arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da USP. A escolha foi fundamental porque as profissões se misturaram de forma complementar. “Meu pai e minha mãe são arquitetos. Sempre tive contato com essa área, mas quando entrei na faculdade tinha vontade de escrever.
Comecei em revistas de menor circulação, com artigos curtos sobre urbanismo”, lembra. Mestre em gerenciamento hídrico pela Unesco-IHE (Holanda), onde pesquisou as origens históricas das enchentes em São Paulo, Kogan escreve para diversos veículos, entre eles o jornal Folha de S.Paulo, as revistas Bamboo, Arquitetura & Construção e a japonesa GA Houses. No escritório de arquitetura Studio MK27 desde 2008, ele leva sua experiência multidisciplinar para o jornalismo, acompanhando o máximo possível a escolha das imagens e edição de seus textos.
Além disso, mantém em pé a meta de viver as duas profissões e militar pela divulgação da arquitetura para um público maior. “É interessante ter a vivência do cotidiano do arquiteto para escrever de forma menos artificial e teórica.” Para o futuro, ele tem um projeto claro: “Quero fazer algo independente. Cuidar do processo de texto e imagem, do começo ao fim.”
HOMEM ENCICLOPÉDIA

Neto de avô jornalista e filho de pai cineasta e radialista, Roberto Maia cresceu cercado de discos Crédito:arquivo pessoal , filmes, livros, tintas e pincéis. Suas brincadeiras tinham moviola, projetor de cinema, revistas de fotografia e gravador derolo. “Esse foi o parque de diversão da minha infância. Era um mundo fantástico, não sentia falta de nada”, lembra. Hoje, aos 56 anos, mantém um novo espaço de lazer e magia, como colecionador de vinis, CDs, DVDs, livros e fitas cassete. Com cerca de 120 mil itens, a coleção não para de crescer. “Adoro cuidar e preservar esse material. Meu sonho é criar uma fundação com tudo isso.”
Engenheiro eletrônico formado pelo Mackenzie e jornalista pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam), Maia nunca exerceu a primeira profissão e está desde sempre na segunda. Ele começou no rádio em 1977 na Cultura AM, produzindo o programa “A Música de Um Novo Tempo”, e atua na área cultural há mais de três décadas. Foram 14 anos como diretor artístico da Brasil 2000 FM e quase três na Rádio Rock, onde hoje é produtor executivo do “Show do Tatola”.

Ele também participa do projeto especial “Faixa a Faixa”, comentando um novo disco, e do “89 Entrevista”, atração do site que conversa com bandas do estilo underground. Especializado em história da arte pela Universidade de São Paulo (USP) e Chief Information Officer pela Anhembi Morumbi, Maia vive fazendo novos cursos e adora aprender. Não por acaso, ficou conhecido como “homem enciclopédia”. “É um apelido que traz uma grande responsabilidade”, diz.