Coleguinha:Mariana Mesquita e sua confecção, Marcelo Copello e a paixão pelo vinho

COLINHO DE MÃE Depois do nascimento de seu filho em 2007, a jornalista Mariana Mesquita sentiu necessidade de mudar o ritmo de trabalho para ficar mais tempo com o pequeno.

Atualizado em 04/10/2012 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.

nascimento de seu filho em 2007, a jornalista Mariana Mesquita sentiu necessidade de mudar o ritmo de trabalho para ficar mais tempo com o pequeno. Ao levar o filho em um carregador estilo sling, uma espécie de tecido longo que propicia contato maior entre mãe e filho, percebeu a curiosidade das pessoas. “ Eu andava pelas ruas de Recife e as pessoas me paravam para perguntar o que era e onde eu tinha comprado”, lembrou.
“Fui entender o produto e pesquisar materiais. Passei a produzir só quando tive certeza de que poderia fazer algo seguro”, explica. “O fato de ser jornalista”, segundo a própria, “ajudou no processo de organização da confecção”. Ela usou sua habilidade com a escrita para fazer um “blog decente” e usar as redes sociais para divulgar o produto.
Além disso, com sua habilidade de assessora de imprensa, ela conseguiu emplacar matérias nos jornais do Norte e do Nordeste. Depois de tudo, não dá para dizer que conseguiu diminuir o ritmo: continua se desdobrando no trabalho como jornalista e como professora de comunicação, mas reorganizou a agenda para fazer artesanalmente os seus “slings casulinhos” – que ganharam o mercado nacional – e também para aprofundar o debate sobre o carregador em eventos que ajuda a organizar com outros produtores. “E ainda tenho tempo para ser mãe!”, finaliza, brincando!
NA TAÇA E NA PENA

Antes de se tornar um dos mais renomados críticos de vinhos do país e jornalista especializado no assunto, Marcelo Copello já queria traduzir em palavras os sentidos suscitados por sua bebida predileta. Foi assim que, em 2001, depois de alguns anos ministrando cursos sobre o produto no Rio de Janeiro, publicou seu primeiro livro sobre o tema, cuja repercussão o alçou diretamente à imprensa. “O editor de gastronomia na Gazeta Mercantil da época leu e me chamou para escrever uma coluna de vinhos no jornal. Eu não tinha ideia do alcance. Em poucos meses, eu já era uma referência nacional”, conta. Desde então, Copello colaborou para revistas como Gula, Prazeres, Gosto (nesta, manteve coluna por um ano), além de publicações estrangeiras, como a inglesa Harpers. Mantém ainda blog na Veja Rio (o “Vinoteca”), coluna na portuguesa Revista de Vinhos e, desde 2009, comanda sua própria revista, a Baco. Mais que jornalista da área, o empreendedor está à frente ainda da escola Mar de Vinho, onde segue promovendo cursos e palestras, e da Baco Multimídia, empresa voltada a projetos de comunicação. “A gente faz tudo, menos produzir e vender vinho, e assessoria de imprensa, porque já somos imprensa”, explica. Como um “embaixador” da bebida no Brasil, faz suas apostas. “O brasileiro vê o vinho como disco voador. Acha fascinante, mas tem medo. Então, o nosso mercado precisa muito da comunicação para fazer o consumidor entender melhor o vinho. É a área em que eu escolhi atuar”, resume.