Coleguinha: A música de Chico César e a expertise financeira de Cláudia Bergamasco

Músico, político (e jornalista) Aos 14 anos, quando estreava em seu primeiro grupo de música autoral, o “Ferradura”, o paraibano Chico César já tinha em vista o curso de Comunicação Social.

Atualizado em 06/09/2012 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

14 anos, quando estreava em seu primeiro grupo de música autoral, o “Ferradura”, o paraibano Chico César já tinha em vista o curso de Comunicação Social. O gosto pela escrita e o desejo de trabalhar na imprensa alternativa motivavam a decisão. Era ainda uma forma de garantir outra fonte de renda, naquele princípio de carreira musical. “Eu sabia que seria difícil viver da música que eu fazia e que o mercado não era fácil para meus artistas de referência como o Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Luiz Melodia”, explica. Após estagiar por dois anos no diário paraibano O Norte, mudou-se para São Paulo, onde foi revisor de textos na Editora Abril, na Editora Azul, além de copidesque e revisor da revista Elle. “Na Elle, trabalhei com pessoas muito interessantes como Moacir Japiassu, Humberto Werneck, Leonel Kaz e Laura Greenhalgh. Aprendi bastante com todos eles ou pelo menos deveria ter aprendido”, brinca. Fez também críticas musicais e freelancers na área de cultura. Após o reconhecimento nacional, com os sete álbuns lançados na carreira solo, aceitou o convite do governador Ricardo Coutinho para ser o primeiro secretário de Cultura do estado da PB, em 2011. Na nova função, garante que segue valendo-se da experiência nas redações. “Ter sido e ainda ser jornalista (pois ninguém deixa de sê-lo uma vez tendo sido) é importante no meu entendimento das relações de poder com a imprensa, com os conglomerados de comunicação e os próprios jornalistas.”
Descomplicando a vida

Cláudia Bergamasco, formada em jornalismo com MBA em Finanças Pessoais, em 25 anos de redação teve a missão diária de traduzir para seus leitores o “economês.” Passou por veículos como o antigo Diário Popular, Rádio Eldorado, JT, iG, “sua escola” Gazeta Mercantil. Após mais de duas décadas em São Paulo (SP), decidiu se mudar para Jundiaí e, com a nova cidade, abandonou de vez as redações. Com a emoção de construir o seu lugar, nasceu a paixão pelo design. “Jornalista tem a sorte e o dever de descomplicar tudo. No design também, você precisa resumir pra pessoa como aquele detalhe vai ficar na casa dela, o que vai mudar”. E o sentimento virou profissão, após se formar no Instituto Europeo di Design São Paulo (IED) e como técnica em Design de Interiores pela ETEC Vasco Antônio Venchiarutti. Criou um blog que sobre arquitetura, sustentabilidade, mundo da decoração em geral, e pensa em criar uma revista sobre o assunto. Apesar da “paixão pelo jornalismo”, ressalta que a mudança foi positiva. “Como designer de interiores, faço meu tempo. Trabalho duro, mas tenho tempo de ir para a academia, curtir a casa, o marido e meus filhos peludos (gato e cachorro). Antes, como jornalista, só tinha tempo para a redação. Fui perdendo a saúde com o passar dos anos. Hoje não. Sou mais livre e mais feliz”. Simples assim.