Cobrar responsabilidade do Wikileaks não é "convite à censura", afirma RSF

Cobrar responsabilidade do Wikileaks não é "convite à censura", afirma RSF

Atualizado em 18/08/2010 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Após criticar abertamente o fundador do site Wikileaks, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) emitiu, na última terça-feira (17), uma nota de esclarecimento reafirmando seu apoio à página. No entanto afirmou que questionar a irresponsabilidade do site "de forma alguma consiste em um convite à censura, ou apoio à guerra...A imprensa é responsável pelo que publica ou divulga. Lembrar isso é não desejar seu desaparecimento. Muito pelo contrário".

Anteriormente, a organização havia feito duras críticas à falta de responsabilidade do Wikileaks pela publicação de mais de noventa mil documentos confidenciais a respeito da guerra no Afeganistão.

"Revelar a identidade de centenas de pessoas que colaboraram com a coalizão no Afeganistão é muito perigoso", escreveu a entidade em comunicado do dia 12 de agosto. A carta sublinhava, ainda, que o site não poderia fazer uso de prerrogativas jornalísticas e, ao mesmo tempo, alegar que não faz parte da imprensa.

Segundo lembra o Knight Center for Journalism, após o vazamento das informações confidenciais, senadores americanos começaram a revisar uma lei de proteção a jornalistas para que apenas a imprensa tradicional seja isenta da obrigatoriedade de revelar suas fontes, e não sites como o Wikileaks.

Leia mais