Cobrar responsabilidade do Wikileaks não é "convite à censura", afirma RSF
Cobrar responsabilidade do Wikileaks não é "convite à censura", afirma RSF
Após criticar abertamente o fundador do site Wikileaks, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) emitiu, na última terça-feira (17), uma nota de esclarecimento reafirmando seu apoio à página. No entanto afirmou que questionar a irresponsabilidade do site "de forma alguma consiste em um convite à censura, ou apoio à guerra...A imprensa é responsável pelo que publica ou divulga. Lembrar isso é não desejar seu desaparecimento. Muito pelo contrário".
Anteriormente, a organização havia feito duras críticas à falta de responsabilidade do Wikileaks pela publicação de mais de noventa mil documentos confidenciais a respeito da guerra no Afeganistão.
"Revelar a identidade de centenas de pessoas que colaboraram com a coalizão no Afeganistão é muito perigoso", escreveu a entidade em comunicado do dia 12 de agosto. A carta sublinhava, ainda, que o site não poderia fazer uso de prerrogativas jornalísticas e, ao mesmo tempo, alegar que não faz parte da imprensa.
Segundo lembra o Knight Center for Journalism, após o vazamento das informações confidenciais, senadores americanos começaram a revisar uma lei de proteção a jornalistas para que apenas a imprensa tradicional seja isenta da obrigatoriedade de revelar suas fontes, e não sites como o Wikileaks.
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