Cobertura sobre corrupção no Chile gera nova "lei da mordaça", denunciam jornalistas
O Chile ganhou uma nova "lei da mordaça". Foi assim que os jornalistas classificaram a norma que pode castigar em até 541 dias de prisão quem publicar informações públicas sobre investigações judiciais em curso.
Atualizado em 13/04/2016 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
" ". Foi assim que os jornalistas classificaram a norma que pode castigar em até 541 dias de prisão quem publicar informações públicas sobre investigações judiciais em curso.
Crédito:Reprodução Chilenos acusam governo de instituir lei da mordaça contra a imprensa
De acordo com o New York Times , durante mais de um ano, repórteres investigativos e um grupo de promotores revelaram casos sobre contribuições ilegais de campanhas e subornos envolvendo importantes empresários, membros do congresso e da família presidencial.
A iniciativa fez com que o senado aprovasse a lei que, para os profissionais de imprensa, restringe a liberdade de informação ao público num momento em que a elite dominante passa por momentos embaraçosos.
"O grau de corrupção é enorme", destacou Carlos Huneeus, professor de Direito na Universidade do Chile. "O interesse público está subordinado a interesses privados, e quando não existe clara distinção entre eles, abrem-se as portas para inúmeras oportunidades de corrupção".
"Estas novas regulações vão fazer com que as próximas eleições sejam radicalmente diferentes. Mas não mudará a percepção pública de que os políticos são corruptos", ponderou Claudio Fuentes, diretor da Escola de Ciência Política da Universidade Diego Portales.
Crédito:Reprodução Chilenos acusam governo de instituir lei da mordaça contra a imprensa
De acordo com o New York Times , durante mais de um ano, repórteres investigativos e um grupo de promotores revelaram casos sobre contribuições ilegais de campanhas e subornos envolvendo importantes empresários, membros do congresso e da família presidencial.
A iniciativa fez com que o senado aprovasse a lei que, para os profissionais de imprensa, restringe a liberdade de informação ao público num momento em que a elite dominante passa por momentos embaraçosos.
"O grau de corrupção é enorme", destacou Carlos Huneeus, professor de Direito na Universidade do Chile. "O interesse público está subordinado a interesses privados, e quando não existe clara distinção entre eles, abrem-se as portas para inúmeras oportunidades de corrupção".
"Estas novas regulações vão fazer com que as próximas eleições sejam radicalmente diferentes. Mas não mudará a percepção pública de que os políticos são corruptos", ponderou Claudio Fuentes, diretor da Escola de Ciência Política da Universidade Diego Portales.





