Cobertura eleitoral no Mississipi, EUA, levanta discussão sobre sexismo e liberdade de imprensa
A repórter Larrison Campbell, do Mississippi Today, deixou de cobrir uma viagem do candidato republicano Robert Foster por não aceitar a exi
Atualizado em 12/07/2019 às 13:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
A eleição para governador no estado do Mississipi, EUA, está protagonizando um caso envolvendo liberdade de imprensa e questões de gênero. gência de que fosse acompanhada por um jornalista do sexo masculino.
Crédito:Reprodução Twitter A jornalista relata que o diretor da campanha de Foster, Colton Robison, a comunicou que um colega do gênero masculino precisaria acompanhá-la para evitar rumores de um caso do candidato com a repórter. Ela não aceitou a condição imposta por considerá-la sexista.
O republicano diz ter tomado a decisão em respeito à esposa. Segundo Foster, a presença de uma repórter sem um acompanhante poderia levantar suspeitas de um caso extraconjugal.
Sentindo sua condição de jornalista profissional desrespeitada, a repórter alegou que a única razão para a suposição de que está tendo uma relação extraconjugal com o candidato é o fato de ser mulher. “A solicitação da equipe de Foster é desnecessária e ignora minha experiência profissional em cobertura política”, disse Campbell.
A jornalista ainda conta que sugeriu utilizar um crachá de identificação do jornal em todos os momentos da viagem, mas o diretor de campanha insistiu na condição de que houvesse um repórter com ela.
Crédito:Reprodução Twitter A jornalista relata que o diretor da campanha de Foster, Colton Robison, a comunicou que um colega do gênero masculino precisaria acompanhá-la para evitar rumores de um caso do candidato com a repórter. Ela não aceitou a condição imposta por considerá-la sexista.
O republicano diz ter tomado a decisão em respeito à esposa. Segundo Foster, a presença de uma repórter sem um acompanhante poderia levantar suspeitas de um caso extraconjugal.
Sentindo sua condição de jornalista profissional desrespeitada, a repórter alegou que a única razão para a suposição de que está tendo uma relação extraconjugal com o candidato é o fato de ser mulher. “A solicitação da equipe de Foster é desnecessária e ignora minha experiência profissional em cobertura política”, disse Campbell.
A jornalista ainda conta que sugeriu utilizar um crachá de identificação do jornal em todos os momentos da viagem, mas o diretor de campanha insistiu na condição de que houvesse um repórter com ela.





