Clima na indústria de notícias é de incerteza, aponta relatório anual do Reuters Institute
Divulgado na semana passada e baseado em análises de líderes de mídia de diferentes países, o tradicional relatório anual do Instituto Reuters sobre tendências e perspectivas do jornalismo e do mundo da comunicação indicou que os principais desafios enfrentados pelo setor no ano passado - como inflação, cobertura da crise climática e os efeitos da pandemia na viabilidade econômica das empresas de notícias - continuarão tendo grande importância no cenário de 2023.
Atualizado em 16/01/2023 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
baseado em análises de líderes de mídia de diferentes países, o tradicional relatório anual do Instituto Reuters sobre tendências e perspectivas do jornalismo e do mundo da comunicação indicou que os principais desafios enfrentados pelo setor no ano passado - como inflação, cobertura da crise climática e os efeitos da pandemia na viabilidade econômica das empresas de notícias - continuarão tendo grande importância no cenário de 2023.
De acordo com o levantamento, apenas 44% dos entrevistados estão confiantes com o mercado. O pessimismo é creditado a fatores como aumento dos custos, menor interesse dos anunciantes, diminuição das assinaturas e declínio dos jornais impressos e da audiência dos canais de TV. Somados, tais fatores prenunciariam mais demissões nos veículos de comunicação este ano. Crédito: Reprodução Reuters Para 80% dos entrevistados, assinaturas representam uma de suas receitas mais importantes. Por sua vez, 72% disseram-se preocupados com o desinteresse do público por notícias sobre “temas deprimentes”, incluindo a crise climática e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Histórias inspiradoras
O relatório aponta como tendência para contrariar tal desinteresse o foco em “conteúdo explicativo” e “histórias inspiradoras”. No caso específico da crise climática, uma das tendências para gerar engajamento em torno de reportagens sobre o tema é criar nas redações equipes especializadas em clima.
Outra perspectiva salientada pelo The Reuters Institute é o aumento de conteúdos jornalísticos no Tik Tok, Instagram e Youtube, enquanto no Twitter e Facebook os entrevistados vislumbram menos tráfego e relevância para postagens noticiosas.
No caso particular do Twitter, metade dos entrevistados julga negativa a saída de jornalistas da plataforma. Os entrevistados também mostraram preocupação com a regulamentação de notícias falsas e informações enganosas em plataformas usadas por pessoas mais jovens (principalmente Tik Tok e Instagram).
Outra tendência apontada pelo estudo é o crescimento de podcasts, da oferta de conteúdo de áudio digital e do uso de inteligência artificial para oferecer “experiências mais personalizadas” ao público que consome conteúdo jornalístico.
O relatório na íntegra em inglês pode ser acessado .
De acordo com o levantamento, apenas 44% dos entrevistados estão confiantes com o mercado. O pessimismo é creditado a fatores como aumento dos custos, menor interesse dos anunciantes, diminuição das assinaturas e declínio dos jornais impressos e da audiência dos canais de TV. Somados, tais fatores prenunciariam mais demissões nos veículos de comunicação este ano. Crédito: Reprodução Reuters Para 80% dos entrevistados, assinaturas representam uma de suas receitas mais importantes. Por sua vez, 72% disseram-se preocupados com o desinteresse do público por notícias sobre “temas deprimentes”, incluindo a crise climática e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Histórias inspiradoras
O relatório aponta como tendência para contrariar tal desinteresse o foco em “conteúdo explicativo” e “histórias inspiradoras”. No caso específico da crise climática, uma das tendências para gerar engajamento em torno de reportagens sobre o tema é criar nas redações equipes especializadas em clima.
Outra perspectiva salientada pelo The Reuters Institute é o aumento de conteúdos jornalísticos no Tik Tok, Instagram e Youtube, enquanto no Twitter e Facebook os entrevistados vislumbram menos tráfego e relevância para postagens noticiosas.
No caso particular do Twitter, metade dos entrevistados julga negativa a saída de jornalistas da plataforma. Os entrevistados também mostraram preocupação com a regulamentação de notícias falsas e informações enganosas em plataformas usadas por pessoas mais jovens (principalmente Tik Tok e Instagram).
Outra tendência apontada pelo estudo é o crescimento de podcasts, da oferta de conteúdo de áudio digital e do uso de inteligência artificial para oferecer “experiências mais personalizadas” ao público que consome conteúdo jornalístico.
O relatório na íntegra em inglês pode ser acessado .





