Clérigos e anciãos se manifestam sobre condenação de jornalista no Afeganistão
Clérigos e anciãos se manifestam sobre condenação de jornalista no Afeganistão
Atualizado em 07/02/2008 às 16:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A condenação à morte do jornalista afegão Sayed Parwez Kaambakhsh, 23, gerou um pedido dos clérigos conservadores e anciãos islâmicos: eles não querem interferência do governo do Afeganistão na decisão.
Na última quarta-feira, 06, mais de cem líderes tribais e religiosos reuniram-se em Gardez, capital da conservadora Província de Paktia, para pedir que o governo apóie a sentença.
Kaambakhsh recebeu a sentença no dia 22 de janeiro no Tribunal de Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão, por supostamente ter imprimido e distribuído panfletos questionando a poligamia e o tratamento dado às mulheres no país.
Nessa quinta-feira, 07, Condoleezza Rice, secretária de estado dos EUA, deve manifestar apoio ao jovem e confirmar a ação militar conjunta da Otan e dos EUA no país, ao se reunir com o Presidente afegão Hamid Karzai. Ele afirmou através de um porta-voz lamentar a sentença de morte, mas não pretende interferir na decisão judicial.
O caso gerou protestos nas ruas de Cabul. Organizações internacionais de defesa da liberdade de expressão pediram a anulação da sentença e a libertação de Kaambakhsh. A Comissão de Proteção aos Jornalistas e a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) reiteraram pedido a Karzai para que "transfira o caso para Cabul e apele que o jornalista seja inocentado".
Com informações da Associated Press.

Na última quarta-feira, 06, mais de cem líderes tribais e religiosos reuniram-se em Gardez, capital da conservadora Província de Paktia, para pedir que o governo apóie a sentença.
Kaambakhsh recebeu a sentença no dia 22 de janeiro no Tribunal de Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão, por supostamente ter imprimido e distribuído panfletos questionando a poligamia e o tratamento dado às mulheres no país.
Nessa quinta-feira, 07, Condoleezza Rice, secretária de estado dos EUA, deve manifestar apoio ao jovem e confirmar a ação militar conjunta da Otan e dos EUA no país, ao se reunir com o Presidente afegão Hamid Karzai. Ele afirmou através de um porta-voz lamentar a sentença de morte, mas não pretende interferir na decisão judicial.
O caso gerou protestos nas ruas de Cabul. Organizações internacionais de defesa da liberdade de expressão pediram a anulação da sentença e a libertação de Kaambakhsh. A Comissão de Proteção aos Jornalistas e a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) reiteraram pedido a Karzai para que "transfira o caso para Cabul e apele que o jornalista seja inocentado".
Com informações da Associated Press.






