Cláudio Santos, do SBT: "todos os segmentos de anunciantes se utilizam do jornalismo"
Cláudio Santos, do SBT: "todos os segmentos de anunciantes se utilizam do jornalismo"
Foto: Divulgação SBT
Cláudio Santos, diretor comercial do SBT, fala das expectativas da emissora com o SBT Brasil e comenta a força do telejornalismo para alavancar produtos do setor primário.
IMPRENSA - Que setor produtivo anuncia mais em telejornalismo?
SANTOS - Eu acho que todos os segmentos, em um momento ou outro, se utilizam do jornalismo, seja para vender produtos que são mais adequados a essas pessoas multiplicadoras de opinião, como serviços bancários, automóveis, telefonia, seja para produtos que à primeira vista, em um bloco secundário, são de empresas que gostam de usar esse tipo de público, que é ansioso por informação, quando lançam produtos. Por exemplo, vai ser lançado um novo produto para o público feminino. À primeira vista não se imagina que o público feminino possa ser diretamente ligado ao público do jornalismo, mas as empresas utilizam a estratégia de usar a grade de informação para repercutir esse lançamento. Podemos dizer que, de uma forma mais contundente ou secundária, todos os segmentos de anunciantes se utilizam do jornalismo.
IMPRENSA - Por que a coincidência de instituições financeiras patrocinando os telejornais?
SANTOS - São os mais óbvios, né? Telefonia, banco, setor financeiro, automóveis, para lançamento... todas utilizam. São coisas mais "óbvias". O setor primário.
IMPRENSA - Por que é o anúncio mais caro da emissora?
SANTOS - Porque é a segunda faixa de programação mais procurada pelos anunciantes.
IMPRENSA - Qual o maior retorno entre credibilidade e valorização da marca?
SANTOS - O que eles geralmente procuram é a credibilidade que o jornalismo passa, a independência, principalmente. E o público, obviamente, que é um público multiplicador de opinião.
IMPRENSA - O IBOPE tem para o telejornal a mesma importância que tem para novelas ou shows ?
SANTOS - Diferentemente de programas que dependem de atração diária, o jornalismo possui uma faixa fixa de audiência. A oscilação ocorre com os eventos.
De uma forma mais contundente ou secundária, todos os segmentos de anunciantes se utilizam do jornalismo
IMPRENSA - Quanto o telejornalismo representa no faturamento total da emissora?
SANTOS - Ainda não dá para prever. Nós estamos com um projeto, uma projeção de 15%.
IMPRENSA - Ele é o programa mais rentável do SBT?
SANTOS - Ainda não dá para fazer a conta, mas nós esperamos que seja bem rentável.
IMPRENSA - Qual a estratégia da campanha do jornal da Ana Paula Padrão?
SANTOS - A campanha foi usar o SBT para falar com o nosso público e outras mídias para falar com o público que não está dentro do SBT.
IMPRENSA - Em quais veículos vocês anunciaram?
SANTOS - Revistas, jornais, mídia exterior e rádio.
IMPRENSA - Quanto custou a campanha?
SANTOS - Não divulgamos valores.
IMPRENSA - Por que o SBT ficou tanto tempo sem investir no jornalismo e por que resolveu investir tanto de uma vez?
SANTOS - Quando você aposta num jornalismo forte, ele requer um investimento grande. A partir do momento em que você toma essa decisão, você é obrigado a investir. A decisão que se teve em investir foi a oportunidade de se ter a melhor apresentadora de telejornal do Brasil na atualidade.
IMPRENSA - Quem tem sido os principais anunciantes?
SANTOS - Hoje o "SBT Brasil" já está presente em todas as mídias que contemplam o jornalismo. Todos os anunciantes que estão desenhando sua estratégia para jornalismo estão projetando o "SBT Brasil" nos seus planos.
IMPRENSA - Qual o retorno que vocês esperam a curto, médio e longo prazo para esse investimento?
SANTOS - Nós esperamos que o "SBT Brasil" represente 15% do total da nossa receita. Se nós conseguirmos isso, todas as metas estarão cumpridas. Por hora, estamos satisfeitos com a audiência, ela está dentro do projetado.
IMPRENSA - Com essa contratação, o SBT espera aumentar o seu share publicitário, que tem sido estável em 23% nos últimos quatro anos, de acordo com relatório do Grupo de Mídia?
SANTOS - Essa é uma das ferramentas que nós estamos usando para buscar uma fatia no mercado. Nosso share de audiência tem sido de 23%. A nossa preocupação com o jornalismo é qualificar a audiência. Nós não estamos achando que teremos mais audiência do que já temos.






