Cinegrafista sudanês denuncia maus tratos em Guantánamo

Cinegrafista sudanês denuncia maus tratos em Guantánamo

Atualizado em 02/05/2008 às 17:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Depois de seis anos preso na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, o cinegrafista sudanês Sami al-Hajj, libertado na última quinta-feira (01/2), denunciou suas condições de prisão e os "insultos" ao Islã por parte das autoridades penitenciárias.

"Aconteceram muitas violações. Estávamos impedidos de rezar e havia insultos deliberados contra o livro santo (O Corão)", declarou al-Hajj à al-Jazeera, em entrevista concedida diretamente de um hospital em Cartum, para onde o cinegrafista foi levado após sua libertação.

Sami al-Hajj, repatriado por um avião militar americano junto a outros dois prisioneiros sudaneses da base em Cuba, foi preso em dezembro de 2001 na fronteira afegã pelo exército paquistanês. Ele chegou em Guantánamo em junho de 2002, mas nunca foi considerado culpado.

Al-Hajj expressou sua alegria "depois de todos esses anos de humilhação, de perseguição e de injustiça que vivemos sem motivo algum".

Segundo ele, uma das razões de sua prisão poderia ser "a tentativa" dos Estados Unidos de "impedir a cobertura da imprensa livre" no Oriente Médio. Ele utiliza como prova "o bombardeio dos escritórios da al-Jazeera" em Cabul e em Bagdá, em 2003.

O advogado de al-Hajj, Clive Stafford-Smith, assegurou que ele perdeu 18 kg e que sofre de problemas intestinais, além de crise de paranóia. Os médicos ainda não se pronunciaram sobre o estado do cinegrafista.

As informações são do Yahoo! Notícias.

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