Cinegrafista que agrediu refugiados sírios pode ser condenada a sete anos de prisão

A repórter cinematográfica Petra László poderia pegar uma pena de prisão entre um a sete anos por ter agredido refugiados sírios que escaparam de um cordão policial perto da fronteira da Sérvia, informou o Comitê Helsinque pelos Direitos Humanos.

Atualizado em 10/09/2015 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

uma pena de prisão entre um a sete anos por ter agredido refugiados sírios que escaparam de um cordão policial perto da fronteira da Sérvia, informou o Comitê Helsinque pelos Direitos Humanos.
Crédito:Reprodução Cinegrafista pode ser condenada à prisão após agredir refugiados
"Ela só atacou refugiados, incluindo uma criança. Ela sabia claramente em quem estava batendo. Não foi um acidente. Está claro", disse à agência Reuters o integrante do Comitê Aniko Bayonki. Ele citou o agravante de a violência ter sido dirigida contra membros de um coletivo.

O partido de esquerda Coalizão Democrática, do ex-primeiro-ministro social-democrata Ferenc Gyurcsány, e o partido Együtt-PM anunciaram que vão denunciar a profissional pela agressão. Segundo as siglas, ela pode pegar cinco anos de prisão, pena máxima para o crime de incitação à violência.
Na última terça-feira (8/9), Petra foi filmada agredindo os imigrantes. Em uma das gravações é possível vê-la derrubando um senhor que fugia da polícia com uma criança no colo. Os dois caem no chão e são filmados pela cinegrafista. Em outra imagem, feita pelo jornalista alemão Stephan Richter, ela ataca duas pessoas com chutes.

Sem desculpas A cinegrafista reconheceu sua ação violenta, mas não deu explicações e nem pediu desculpas, informou a N1TV, emissora para a qual ela prestava serviços. Após a repercussão do caso, o canal demitiu a jornalista.
A agressão gerou revolta no mundo todo. No Facebook, a página "Muro da vergonha Petra László" conta com mais de 16 mil curtidas. O espaço divulga notas publicadas sobre o caso em diversos países, em que os usuários criticaram o comportamento de Petra.
Assista ao vídeo: