Cinegrafista e fotógrafo são agredidos por grupo de manifestantes em Bangu (RJ)
Manifestantes e familiares de ativistas presos agrediram profissionais de imprensa em Bangu (RJ). Sindicato pretende se reunir com o grupo.
Atualizado em 25/07/2014 às 14:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Os ataques frequentes ao trabalho da imprensa durante manifestações têm gerado a preocupação de setores da sociedade que defendem a liberdade de informar. Na última quinta-feira (24/7), manifestantes e parentes de ativistas presos agrediram jornalistas no Rio de Janeiro. O cinegrafista Tiago Ramos e o repórter fotográfico André Mello, por exemplo, foram vítimas de retaliações.
Segundo o jornal O Dia , os dois faziam a cobertura da liberação dos ativistas presos, concedida pela Justiça por meio de habeas corpus . Ramos, que trabalha para o SBT, se feriu no confronto. “Pensei que iam me chutar, pisar em mim. Se não fossem os colegas, não sei o que poderia acontecer”, disse ele, que se machucou na boca, no braço e tornozelo.
Crédito:Fernando Frazão/ Agência Brasil Manifestantes protestaram contra a prisão de 23 ativistas acusados de participar de atos violentos no Rio de Janeiro Após o ataque, o cinegrafista foi levado para um hospital particular. “Cerca de 30 manifestantes tentaram impedir que a imprensa registrasse imagens dos três ativistas. No tumulto, além do meu equipamento atingido, uma familiar avançou com o carro, quase ferindo um dos repórteres que estavam no local”, relatou o repórter fotográfico André Melo, do jornal O Dia .
Em apoio aos profissionais de imprensa, associações de classe lamentam o ocorrido. De acordo com o advogado João Tancredo, presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH), a entidade está ao lado dos manifestantes desde o começo dos protestos, em meados de 2013. No entanto, não concorda com a agressividade dos ativistas contra a imprensa.
“Se queremos liberdade de manifestação, precisamos zelar e defender a liberdade de expressão, cujo maior expoente é a imprensa. Além disso, os profissionais estão exercendo seu direito de trabalho e dando voz aos manifestantes”, avalia o executivo.
Nesta sexta-feira (25/7), Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, recebe representantes de ativistas na sede da entidade. O encontro já estava marcado antes do ataque sofrido pelos jornalistas e está mantido. Mas a dirigente fez questão de condenar o episódio.
“Rechaçamos qualquer agressão. Isso extrapola o direito de luta. O papel da imprensa precisa ser fortalecido”, disse ela, que ofereceu apoio jurídico do sindicato para qualquer profissional que tenha sido agredido. “Seja por manifestante, seja por policial, estamos do lado dos jornalistas com auxílio jurídico, criminal ou cível, além do trabalhista que normalmente oferecemos”, completa.
Segundo o jornal O Dia , os dois faziam a cobertura da liberação dos ativistas presos, concedida pela Justiça por meio de habeas corpus . Ramos, que trabalha para o SBT, se feriu no confronto. “Pensei que iam me chutar, pisar em mim. Se não fossem os colegas, não sei o que poderia acontecer”, disse ele, que se machucou na boca, no braço e tornozelo.
Crédito:Fernando Frazão/ Agência Brasil Manifestantes protestaram contra a prisão de 23 ativistas acusados de participar de atos violentos no Rio de Janeiro Após o ataque, o cinegrafista foi levado para um hospital particular. “Cerca de 30 manifestantes tentaram impedir que a imprensa registrasse imagens dos três ativistas. No tumulto, além do meu equipamento atingido, uma familiar avançou com o carro, quase ferindo um dos repórteres que estavam no local”, relatou o repórter fotográfico André Melo, do jornal O Dia .
Em apoio aos profissionais de imprensa, associações de classe lamentam o ocorrido. De acordo com o advogado João Tancredo, presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH), a entidade está ao lado dos manifestantes desde o começo dos protestos, em meados de 2013. No entanto, não concorda com a agressividade dos ativistas contra a imprensa.
“Se queremos liberdade de manifestação, precisamos zelar e defender a liberdade de expressão, cujo maior expoente é a imprensa. Além disso, os profissionais estão exercendo seu direito de trabalho e dando voz aos manifestantes”, avalia o executivo.
Nesta sexta-feira (25/7), Paula Máiran, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, recebe representantes de ativistas na sede da entidade. O encontro já estava marcado antes do ataque sofrido pelos jornalistas e está mantido. Mas a dirigente fez questão de condenar o episódio.
“Rechaçamos qualquer agressão. Isso extrapola o direito de luta. O papel da imprensa precisa ser fortalecido”, disse ela, que ofereceu apoio jurídico do sindicato para qualquer profissional que tenha sido agredido. “Seja por manifestante, seja por policial, estamos do lado dos jornalistas com auxílio jurídico, criminal ou cível, além do trabalhista que normalmente oferecemos”, completa.





