Cinegrafista do SBT não consegue indenização de dono de boate por apanhar de Mike Tyson

Cinegrafista do SBT não consegue indenização de dono de boate por apanhar de Mike Tyson

Atualizado em 23/12/2008 às 15:12, por Redação Portal IMPRENSA.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou ao repórter cinematográfico Carlos Eduardo da Silva, do SBT, um pedido de indenização por ter sido agredido pelo ex-pugilista Mike Tyson na casa noturna Bahamas, em São Paulo. O profissional queria que o dono do local, Oscar Maroni, fosse responsabillizado pela agressão.

Em em novembro de 2005, em visita a São Paulo, Tyson foi à casa noturna e, irritado com a presença da imprensa, agrediu Silva. Na ação, o cinegrafista alegou que foi convidado a entrar na Bahamas, o que configuraria a responsabilidade da casa noturna no incidente, informou o site Consultor Jurídico.

Na época, testemunhad disseram que o ex-lutador arrancou a câmera das mãos do cinegrafista e jogou o equipamento no chão. Depois, arrancou a fita e bateu com a câmera na cabeça de Silva.

No entanto, o TJ-SP entendeu que os danos "decorreram de um fato estranho, que a ré [Bahamas] não podia evitar e que rompeu o nexo causal". Para o relator do caso, Fernando Bueno Maia Giorgi, o fato de a boate ter convidado o repórter para fazer as filmagens no Bahamas e a presença de seguranças no local era irrelevante, pois eles não poderiam avitar a atitude do ex-pugilista.

"Não é aceitável que se imponha à ré o dever de custodiar ou fiscalizar a conduta do pugilista, de forma preventiva, de forma a impedir ações extraordinárias, súbitas e imprevisíveis. Isso não tem amparo legal", concluiu.

Leia mais