Cinegrafista do SBT não consegue indenização de dono de boate por apanhar de Mike Tyson
Cinegrafista do SBT não consegue indenização de dono de boate por apanhar de Mike Tyson
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou ao repórter cinematográfico Carlos Eduardo da Silva, do SBT, um pedido de indenização por ter sido agredido pelo ex-pugilista Mike Tyson na casa noturna Bahamas, em São Paulo. O profissional queria que o dono do local, Oscar Maroni, fosse responsabillizado pela agressão.
Em em novembro de 2005, em visita a São Paulo, Tyson foi à casa noturna e, irritado com a presença da imprensa, agrediu Silva. Na ação, o cinegrafista alegou que foi convidado a entrar na Bahamas, o que configuraria a responsabilidade da casa noturna no incidente, informou o site Consultor Jurídico.
Na época, testemunhad disseram que o ex-lutador arrancou a câmera das mãos do cinegrafista e jogou o equipamento no chão. Depois, arrancou a fita e bateu com a câmera na cabeça de Silva.
No entanto, o TJ-SP entendeu que os danos "decorreram de um fato estranho, que a ré [Bahamas] não podia evitar e que rompeu o nexo causal". Para o relator do caso, Fernando Bueno Maia Giorgi, o fato de a boate ter convidado o repórter para fazer as filmagens no Bahamas e a presença de seguranças no local era irrelevante, pois eles não poderiam avitar a atitude do ex-pugilista.
"Não é aceitável que se imponha à ré o dever de custodiar ou fiscalizar a conduta do pugilista, de forma preventiva, de forma a impedir ações extraordinárias, súbitas e imprevisíveis. Isso não tem amparo legal", concluiu.
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