Cinegrafista americano é contaminado com ebola; Libéria restringe cobertura da imprensa

Medida foi tomada para "proteger a privacidade dos pacientes e dos trabalhadores, assim como a saúde e a segurança de jornalistas".

Atualizado em 03/10/2014 às 09:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O Ministério da Saúde da Libéria anunciou na última quinta-feira (2/10) medidas para restringir o acesso da imprensa a centros de tratamento do ebola no país. A medida foi tomada após a contaminação de um cinegrafista norte-americano atuando como freelancer pela NBC.


Crédito:Reprodução/Facebook Ashoka Mukpo atuava como cinegrafista freelancer há três anos na Libéria
De acordo com a AFP, Ashoka Mukpo, 33 anos, começou a sentir os sintomas da doença na última quarta-feira (1/10) e o diagnóstico foi feito um dia depois, por um posto da organização Médicos Sem Fronteiras. Segundo a NBC, o profissional trabalhava na Libéria há três anos e foi contratado na terça (30/9).
Segundo a EFE, o governo determinou que os pacientes sejam atendidos em áreas restritas, onde não será permitido fotografar, filmar, realizar gravações de áudio ou fazer entrevistas. Todo o material jornalístico produzido nos centros, sem contato com as vítimas do vírus, passarão por aprovação e supervisão do governo.
A medida, de acordo com o governo, visa "proteger a privacidade dos pacientes e dos trabalhadores, assim como a saúde e a segurança de jornalistas locais e internacionais. O Sindicato da Imprensa da Libéria divulgou nota oficial condenando a medida, classificando-a como censura à atividade dos jornalistas. Desde março, mais de três mil pessoas já morreram vítima do ebola na África Ocidental.