Cineasta Silvia Prado discute mercado dos desenhos animados no Brasil no "IMPRENSA na TV"

Cineasta Silvia Prado discute mercado dos desenhos animados no Brasil no "IMPRENSA na TV"

Atualizado em 13/10/2008 às 16:10, por Adriana Douglas/Redação Portal IMPRENSA.

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Discutindo o atual cenário do mercado de animações no Brasil, a edição desta segunda-feira (13/10) do programa "IMPRENSA na TV" recebeu a historiadora e cineasta Silvia Prado, da produtora Cinema Animadores.

Em parceria com Paulo José, criador do personagem Sapo Xulé, Silvia iniciou um projeto para "ressussitar o desenho" e começaram a trabalhar juntos. A AETVI (Associação de Empresas de Televisão Independentes) apoiou a dupla e ajudou a levar seus trabalhos para fora do país. "A idéia era fazer coisas para o Canadá e começamos com quadrinhos. Lá, ganhei dois prêmios que deram muita visibilidade ao trabalho", conta a convidada. Foi a partir desse ponto que o publicitário Sérgio Lopes, da Conteúdos Diversos, resolveu investir no personagem, levando "mais verba e pensamentos mais amplos, como o conceito de comunicação 360 graus, para a produtora". "Ele percebeu o potencial do personagem", diz Silvia.

Então, o Sapo Xulé, clássico dos anos 90, foi transformado em série animada para os brasileiros, contando, inclusive, com outro meios para atingir o público. "Aqui fizemos um plano diferente: como as séries, no Brasil, não tem a tradição de serem grandes, resolvemos fazer histórias pequenas e ver como seria a reação do público. Com uma editora, lançamos livros com a história segmentada do Sapo, que serão, ao todo, seis, mas começamos com três, publicados para o "Dia das Crianças". Os próximos virão no Natal, provavelmente", explica a cineasta.

Hoje, o personagem também é disponibilizado na telefonia móvel, com a "Dança do Sapo Xulé", ringtones, wallpappers e gifs animados, todos para download; virou suplemento infantil no Jornal Destak e é boneco em vinil comercializado em todo o território nacional.

Feliz com o resultado do projeto, Silvia apontou que, no país, há, cada vez mais, reconhecimento desse tipo de trabalho. "Há 20 anos trabalho com desenhos e estou bem satisfeita. Estamos tendo cada vez mais reconhecimento de emissoras de TV, inclusive. Só com cada vez mais produção e investimentos é que viraremos indústria. Há, agora, mais pessoas interessadas em desenhos animados. Lançamos, na televisão, o Sapo Xulé em HD ( high definition ), sendo o primeiro seriado exibido em HDTV em rede aberta", afirma.

Sobre o custo das produções de desenhos animados, a convidada contou que, em geral, as animações são mais caras e dão mais trabalho. "Para fazer 30 segundos de animação, é preciso muito tempo e quantidade grande de desenhos. Dá trabalho. Nesse caso, de meio minuto, o preço foi mais de 300 mil reais. Para dois minutos, são necessários uns dois mil desenhos", ressalta. Comparando com o mercado canadense, Silvia comentou que "lá, são menos apegados aos desenhos, enquanto que aqui é preciso fazer treinamento, acompanhamento". Mas, no exterior, os brasileiros são considerados "mais criativos e tiram o chapéu" para eles.

Ela finaliza contando que ainda virão outros produtos licenciados, além dos livros e do boneco, usando a figura do sapo de forma educativa e lúdica. "Queremos usá-lo como garoto-propaganda de outros produtos, ensinando e interagindo com as crianças através do conhecimento", diz.

O "IMPRENSA na TV" vai ao ar todas as segundas-feiras, das 15h às 16h, na AllTV, e é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA.

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