Cineasta Silvia Prado discute mercado dos desenhos animados no Brasil no "IMPRENSA na TV"
Cineasta Silvia Prado discute mercado dos desenhos animados no Brasil no "IMPRENSA na TV"
Discutindo o atual cenário do mercado de animações no Brasil, a edição desta segunda-feira (13/10) do programa "IMPRENSA na TV" recebeu a historiadora e cineasta Silvia Prado, da produtora Cinema Animadores.
Em parceria com Paulo José, criador do personagem Sapo Xulé, Silvia iniciou um projeto para "ressussitar o desenho" e começaram a trabalhar juntos. A AETVI (Associação de Empresas de Televisão Independentes) apoiou a dupla e ajudou a levar seus trabalhos para fora do país. "A idéia era fazer coisas para o Canadá e começamos com quadrinhos. Lá, ganhei dois prêmios que deram muita visibilidade ao trabalho", conta a convidada. Foi a partir desse ponto que o publicitário Sérgio Lopes, da Conteúdos Diversos, resolveu investir no personagem, levando "mais verba e pensamentos mais amplos, como o conceito de comunicação 360 graus, para a produtora". "Ele percebeu o potencial do personagem", diz Silvia.
Então, o Sapo Xulé, clássico dos anos 90, foi transformado em série animada para os brasileiros, contando, inclusive, com outro meios para atingir o público. "Aqui fizemos um plano diferente: como as séries, no Brasil, não tem a tradição de serem grandes, resolvemos fazer histórias pequenas e ver como seria a reação do público. Com uma editora, lançamos livros com a história segmentada do Sapo, que serão, ao todo, seis, mas começamos com três, publicados para o "Dia das Crianças". Os próximos virão no Natal, provavelmente", explica a cineasta.
Hoje, o personagem também é disponibilizado na telefonia móvel, com a "Dança do Sapo Xulé", ringtones, wallpappers e gifs animados, todos para download; virou suplemento infantil no Jornal Destak e é boneco em vinil comercializado em todo o território nacional.
Feliz com o resultado do projeto, Silvia apontou que, no país, há, cada vez mais, reconhecimento desse tipo de trabalho. "Há 20 anos trabalho com desenhos e estou bem satisfeita. Estamos tendo cada vez mais reconhecimento de emissoras de TV, inclusive. Só com cada vez mais produção e investimentos é que viraremos indústria. Há, agora, mais pessoas interessadas em desenhos animados. Lançamos, na televisão, o Sapo Xulé em HD ( high definition ), sendo o primeiro seriado exibido em HDTV em rede aberta", afirma.
Sobre o custo das produções de desenhos animados, a convidada contou que, em geral, as animações são mais caras e dão mais trabalho. "Para fazer 30 segundos de animação, é preciso muito tempo e quantidade grande de desenhos. Dá trabalho. Nesse caso, de meio minuto, o preço foi mais de 300 mil reais. Para dois minutos, são necessários uns dois mil desenhos", ressalta. Comparando com o mercado canadense, Silvia comentou que "lá, são menos apegados aos desenhos, enquanto que aqui é preciso fazer treinamento, acompanhamento". Mas, no exterior, os brasileiros são considerados "mais criativos e tiram o chapéu" para eles.
Ela finaliza contando que ainda virão outros produtos licenciados, além dos livros e do boneco, usando a figura do sapo de forma educativa e lúdica. "Queremos usá-lo como garoto-propaganda de outros produtos, ensinando e interagindo com as crianças através do conhecimento", diz.
O "IMPRENSA na TV" vai ao ar todas as segundas-feiras, das 15h às 16h, na AllTV, e é apresentado pela jornalista Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA.
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