Cineasta compara detenção de companheiro de jornalista a negociação para libertar refém

cineasta americana Laura Poitras, que trabalha com o jornalista Glenn Greenwald e seu parceiro David Miranda nas revelações sobre Edward Sn

Atualizado em 28/08/2013 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A cineasta americana Laura Poitras, que trabalha com o jornalista Glenn Greenwald e seu parceiro David Miranda nas revelações de Edward Snowden sobre o sistema de espionagem dos EUA, comparou a detenção do brasileiro no aeroporto de Heathrow a uma negociação para libertação de um refém.


Crédito:Divulgação Cineasta revelou ter sido interrogada duas vezes após divulgação do caso

"Na medida que as horas passavam no domingo, os advogados do Guardian procuravam se informar para saber onde David estava sendo detido; o embaixador brasileiro em Londres não conseguia qualquer informação; e Glenn tentava decidir se deveria tornar o caso público ou trabalhar nos bastidores, para se certificar que David seria solto, e não preso", escreveu Poitras em um artigo para a revista alemã Der Spiegel .


"Eu nunca passei por uma negociação de libertação de um refém, mas isso certamente parecia uma delas”, acrescenta.


De acordo com a BBC, Laura disse à Der Spiegel que quando acordou no dia 18 de agosto recebeu um e-mail de Greenwald: "Preciso falar você o mais rápido possível".


Ao usar o canal de comunicação codificado que mantém com o jornalista americano, descobriu que o brasileiro havia sido detido em Londres. Ela diz que esse tipo de abordagem policial não é inédita. Poitras diz ter sido detida e interrogada em Viena e em Nova York.


"Hoje eu moro no que era a Berlim Oriental. É estranho estar no antigo berço da Stasi [polícia secreta alemã] para expor os perigos do monitoramento governamental, mas isso me dá esperança", explica.


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