Cineasta compara detenção de companheiro de jornalista a negociação para libertar refém
cineasta americana Laura Poitras, que trabalha com o jornalista Glenn Greenwald e seu parceiro David Miranda nas revelações sobre Edward Sn
A cineasta americana Laura Poitras, que trabalha com o jornalista Glenn Greenwald e seu parceiro David Miranda nas revelações de Edward Snowden sobre o sistema de espionagem dos EUA, comparou a detenção do brasileiro no aeroporto de Heathrow a uma negociação para libertação de um refém.
"Na medida que as horas passavam no domingo, os advogados do Guardian procuravam se informar para saber onde David estava sendo detido; o embaixador brasileiro em Londres não conseguia qualquer informação; e Glenn tentava decidir se deveria tornar o caso público ou trabalhar nos bastidores, para se certificar que David seria solto, e não preso", escreveu Poitras em um artigo para a revista alemã Der Spiegel .
"Eu nunca passei por uma negociação de libertação de um refém, mas isso certamente parecia uma delas”, acrescenta.
De acordo com a BBC, Laura disse à Der Spiegel que quando acordou no dia 18 de agosto recebeu um e-mail de Greenwald: "Preciso falar você o mais rápido possível".
Ao usar o canal de comunicação codificado que mantém com o jornalista americano, descobriu que o brasileiro havia sido detido em Londres. Ela diz que esse tipo de abordagem policial não é inédita. Poitras diz ter sido detida e interrogada em Viena e em Nova York.
"Hoje eu moro no que era a Berlim Oriental. É estranho estar no antigo berço da Stasi [polícia secreta alemã] para expor os perigos do monitoramento governamental, mas isso me dá esperança", explica.
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