Cidadão do mundo

Cidadão do mundo

Atualizado em 07/04/2010 às 14:04, por Karina Padial e  da reportagem.

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Mr. Miles nos surpreendeu mais uma vez. Tentou ocultar sua verdadeira identidade, que pouco a pouco foi sendo descoberta pela reportagem de IMPRENSA. Logo depois de encaminharmos nossas perguntas a ao colunista do caderno "Viagem" do Estadão, vimos as mesmas questões republicadas em sua página do jornal, como se leitores comuns as tivessem enviado.

A esse espaço virtual caberia a publicação na íntegra da entrevista com Miles. Mas como grande parte das questões ele mesmo já reutilizou, vamos alternar abaixo as respostas de Miles e de Ronny Hein, a quem, ninguém nos tira da cabeça, é o verdadeiro responsável pelas peripécias do turista profissional.

A matéria original pode ser conferida na edição de abril (nº 255, pág. 72, " ").

Revista IMPRENSA - Como surgiu essa oportunidade de o senhor ser colunista do Estadão?
Mr. Miles - Well, foi meu fellow traveller Ronny Hein, editor de revistas de viagem no Brasil, que, ouvindo meus relatos, incitou-me a escrevê-los. Eu não achei que haveria conteúdo para mais que duas ou três histórias. However, aceitei escrevê-las para a Próxima Viagem, revista que ele então dirigia. O volume de respostas foi tão surpreendente, que Ronny comentou com um uma amiga sua, editora do Estadão. E, desde então, converso com meus leitores a cada semana.

IMPRENSA - Segundo Miles, foi você que o levou para o Estadão por meio de uma editora do jornal. Conte-nos mais sobre esse convite.
Ronny Hein - Na Próxima Viagem ele publicava uma coluna mensal. Uma amiga minha, Viviane Kulczinsky, então editora do caderno "Viagem", do Estadão, perguntou-me quem era Mr. Miles. Eu contei de nosso contato. Então ela me perguntou se eu achava que ele toparia escrever semanalmente no Estadão. Eu mandei um email e ele topou.

IMPRENSA - Em que momento o senhor aprendeu português? Ou ainda precisa da ajuda de tradutores?
Mr. Miles - Não recorro a tradutores, mas confesso que me faltam palavras. Meu velho amigo Houaiss vivia dizendo: "Miles, seu vocabulário é muito precário."

IMPRENSA - Você o ajuda a se virar com o português?
Ronny Hein - Pra quê? O português dele é ótimo!

IMPRENSA - Aliás, o senhor concorda que antes de se conhecer outros lugares do mundo é preciso conhecer antes o Brasil?
Mr. Miles - De forma alguma. Sou um universalista. Considero o mundo inteiro como o jardim de minha casa - e quero percorrer cada pedaço dessa fabulosa propriedade que possuo. Recomendo o mesmo para todas as pessoas. Não importa aonde, nem para quê: viaje sempre.

IMPRENSA - Mr. Miles influenciou você em alguma questão relacionada ao turismo? Qual?
Ronny Hein - Mr. Miles me fez entender a diferença entre turistas e viajantes. Isso pauta minhas revistas até hoje.

IMPRENSA - A ONU contabiliza no mundo 192 países enquanto a FIFA, 205. De qualquer forma, já tendo estado em 132 países o senhor já conheceu mais de 60% do mundo. Até o final da vida o senhor pretende completar os 100%?
Mr. Miles - Well, darling, essa contabilidade, in fact, é um tanto aleatória. Não sou um colecionador de países, tampouco penduro pins em um mapa-mundi. Se bem me lembro, fiz essa contagem nos anos 60 a pedido de uma atraente repórter do San Francisco Chronicle. De lá para cá, jamais a atualizei.

IMPRENSA - Assim como ele, você já viajou para muitos lugares do mundo. Quantos países já visitou?
Ronny Hein - Acho que uns 60 ou 70. Há 15 anos, viajo quase que todos os meses para algum lugar no exterior.