"Chorei a viagem inteira de volta", diz Ana Paula Padrão sobre cobertura do ebola
Jornalista fez uma reportagem especial sobre o cotidiano das pessoas que enfrentam a epidemia
Atualizado em 03/12/2014 às 11:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Mesmo sem apresentar telejornais diários, a jornalista Ana Paula Padrão não pretende ficar afastada do jornalismo. Ela voltou há alguns dias de Conacri, capital da Guiné, onde gravou um programa sobre a convivência da população local com o vírus ebola. Em entrevista ao portal UOL, ela relatou como foi a viagem ao país africano.
Crédito:Divulgação Ana Paula relata que ficou apreensiva, mas emocionada com as histórias que conheceu
"Saí do Brasil muito preparada e optei por não fazer nada sozinha em nenhum momento. Queria voltar com a reportagem e não virar mártir. Em uma das matérias, em um mercado de peixe começou a ter uma aglomeração, comecei a ficar com medo do que pudesse acontecer, porque além da doença as pessoas têm sofrido muito preconceito. Um homem cuspiu ao lado da minha produtora, como quem diz: 'Olha, posso te contaminar'", relatou a jornalista.
A reportagem especial, intitulada "Ebola - Ana Paula Padrão na África no meio da guerra contra o vírus mortal" irá ao ar na próxima quinta-feira (4/12), às 22h30, e terá uma hora de duração. O trabalho começou em outubro, logo depois do fim das gravações do "Masterchef" e, para prevenir qualquer risco, ela ficou hospedada na casa do embaixador do Brasil na Guiné.
A jornalista também vai participar do "Jornal da Band" no mesmo dia, ao lado de Ricardo Boechat, para contar como foi o processo de produção da reportagem. "É pesado ver uma pessoa sendo enterrada sozinha porque os parentes não aceitam o processo de enterro [a maioria na Guiné é muçulmana e tem como cultura lavar o corpo dos mortos, o que aumenta o contagio do vírus], ficar na porta dos hospitais vendo os familiares recebendo as notícias de mortes, é triste. Tinha pesadelo toda noite", afirmou.
Ana Paula disse que não chorou durante as reportagens, mas revelou que quando pensa no que viu não consegue conter a emoção. "Estou chorando agora, chorei a viagem inteira de volta", acrescentou.
Participações
A jornalista tem contrato com a Band até o meio do ano de 2015. E sua participação também acontece em sugestões de pautas e ideias para os programas do canal. "Estou com bastante liberdade na emissora para escolher, opinar. Essa é uma situação rara", ponderou.
No mês passado, Ana também comandou o humorístico "CQC" e ignorou os comentários negativos que recebeu. "Não acho que o programa tenha a ver comigo. Estou gostando de experimentar, se vão criticar, falar mal, tudo isso é menos importante que o fato de eu experimentar".
Crédito:Divulgação Ana Paula relata que ficou apreensiva, mas emocionada com as histórias que conheceu
"Saí do Brasil muito preparada e optei por não fazer nada sozinha em nenhum momento. Queria voltar com a reportagem e não virar mártir. Em uma das matérias, em um mercado de peixe começou a ter uma aglomeração, comecei a ficar com medo do que pudesse acontecer, porque além da doença as pessoas têm sofrido muito preconceito. Um homem cuspiu ao lado da minha produtora, como quem diz: 'Olha, posso te contaminar'", relatou a jornalista.
A reportagem especial, intitulada "Ebola - Ana Paula Padrão na África no meio da guerra contra o vírus mortal" irá ao ar na próxima quinta-feira (4/12), às 22h30, e terá uma hora de duração. O trabalho começou em outubro, logo depois do fim das gravações do "Masterchef" e, para prevenir qualquer risco, ela ficou hospedada na casa do embaixador do Brasil na Guiné.
A jornalista também vai participar do "Jornal da Band" no mesmo dia, ao lado de Ricardo Boechat, para contar como foi o processo de produção da reportagem. "É pesado ver uma pessoa sendo enterrada sozinha porque os parentes não aceitam o processo de enterro [a maioria na Guiné é muçulmana e tem como cultura lavar o corpo dos mortos, o que aumenta o contagio do vírus], ficar na porta dos hospitais vendo os familiares recebendo as notícias de mortes, é triste. Tinha pesadelo toda noite", afirmou.
Ana Paula disse que não chorou durante as reportagens, mas revelou que quando pensa no que viu não consegue conter a emoção. "Estou chorando agora, chorei a viagem inteira de volta", acrescentou.
Participações
A jornalista tem contrato com a Band até o meio do ano de 2015. E sua participação também acontece em sugestões de pautas e ideias para os programas do canal. "Estou com bastante liberdade na emissora para escolher, opinar. Essa é uma situação rara", ponderou.
No mês passado, Ana também comandou o humorístico "CQC" e ignorou os comentários negativos que recebeu. "Não acho que o programa tenha a ver comigo. Estou gostando de experimentar, se vão criticar, falar mal, tudo isso é menos importante que o fato de eu experimentar".





