Chineses utilizam a internet para criticar posição do governo frente às nevascas
Chineses utilizam a internet para criticar posição do governo frente às nevascas
Os fóruns de discussão na internet estão sendo a principal fonte dos chineses que criticam a posição do governo frente às nevascas que ocorreram na China, antes das celebrações do Ano-Novo lunar.
Isso acontece, pois a televisão estatal e os principais jornais do Partido Comunista noticiam uma China unida para combater os desastres provocados pela neve. Entretanto, os jovens chineses adeptos à tecnologia e a florescente classe média do país se queixam constantemente, através da web, sobre a incompetência das autoridades e sobre as reportagens televisivas "ridiculamente otimistas ou simplesmente ruins".
Dessa forma, os usuários que discutem nos fóruns falam sobre "o heroísmo dos repórteres" e não acreditam mais nas previsões do tempo noticiadas pela imprensa chinesa."Os repórteres, com certeza, estão enfrentando momentos difíceis, mas as pessoas que vivem nas áreas de desastre estão muito pior, e são elas que ocupam a verdadeira linha de frente!", declarou um internauta.
A rede de TV estatal "só serve para enganar o povo", e não havia informado sobre a plena extensão do desastre, acrescentou um participante do fórum.
Ainda assim, "Sanllyzhao", usuário que escreve de Bijie, uma província no sul do país fortemente prejudicada pelas tempestades, relata a "verdadeira situação" na área, que inclui a falta de luz e água há duas semanas, e a negligência de parte das autoridades."Por favor, acorde, governo de Guizhou!", ele se queixa.
Por outro lado, o governo afirma que está fazendo o melhor que pode, levando em conta a escala e a dificuldade da tarefa, e que os funcionários públicos estão trabalhando sem parar.
"Às 23h da última quinta-feira (31), o centro de emergências ainda tinha as luzes acesas, e nossos colegas continuavam trabalhando para enviar assistência às áreas atingidas", afirmou Zhu Hongren, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, em entrevista coletiva.
As informações são da Agência Reuters.






