Chineses não conseguem acessar Google após Governo acusá-lo de espalhar pornografia
Chineses não conseguem acessar Google após Governo acusá-lo de espalhar pornografia
Nesta quinta-feira (25), o Google foi acusado pelo Governo chinês de espalhar pornografia pela Internet. Qin Gang, porta-voz do Ministério do Interior da China, afirmou que "a versão em inglês do Google.com espalhou muita pornografia e conteúdo vulgar, o que representa uma séria violação das leis chinesas".
Segundo ele, representantes da companhia de Internet foram instadas a "remover o material imediatamente". Desde a última quarta-feira (24), os internautas chineses não conseguem se conectar ao serviço em inglês do Google nem a seu serviço de buscas baseado na China, o Google.cn.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, o porta-voz não informou se o Governo era responsável pela interrupção do serviço, mas disse que espera que o problema seja resolvido "imediatamente". A China decidiu fechar o cerco contra a propagação de conteúdo pornográfico na internet.
O governo instaura, a partir de 1º de julho, novas normas para a acessibilidade de sites no país. Com a medida, páginas com conteúdo sobre sexualidade serão acessíveis apenas a pesquisadores e profissionais da saúde.
O secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, e o chefe comercial americano, Ron Kirk, pediram em carta ao governo chinês que revogue as novas normas - que preveem a instalação de um software filtrador em todos os computadores pessoais.
"A China está colocando empresas em uma situação insustentável ao requerer que elas, praticamente sem informações, pré instalem um software que aparentemente tem funções de censura e apresenta riscos à segurança", escreveu Locke no comunicado.
Leia mais






