China repassará a entrevistados informações sobre repórteres nos Jogos Olímpicos
China repassará a entrevistados informações sobre repórteres nos Jogos Olímpicos
A China repassará a entrevistados em potencial informações sobre repórteres estrangeiros presentes no país para os Jogos Olímpicos de Pequim, afirmou a principal agência chinesa de imprensa nesta segunda-feira (12).
As autoridades montaram um banco de dados com o perfil de repórteres estrangeiros a fim de que os entrevistados possam informar-se a respeito deles, afirmou ao China Daily, Liu Binjie, ministro da Administração Geral da Imprensa e de Publicações (GAPP).
O banco de dados cobrirá 8.000 jornalistas estrangeiros autorizados a trabalhar dentro das instalações dos Jogos Olímpicos e outros 2.000 com autorização para trabalhar fora delas, disse Binjie.
A reportagem não detalhou qual tipo de informação seria repassada aos entrevistados ou quão detalhadas seriam essas informações, mas relacionou o banco de dados a um esforço iniciado em agosto para combater "falsos repórteres" e publicações não licenciadas.
"Os falsos repórteres, especialmente os que dizem representar meios de comunicação registrados no exterior, prejudicam a sociedade e merecem ser punidos com severidade", afirmou Liu, segundo o China Daily.
A China identificou 150 repórteres falsos e 300 publicações sem registro, segundo o jornal, desde o lançamento da operação contra "notícias falsas."
A operação também tem por objetivo combater a pornografia e as publicações não autorizadas. A campanha foi prorrogada até março, cinco meses a mais do que o planejado, disse o jornal, citando o GAPP.
Esquemas envolvendo a participação de pessoas que fingem ser jornalistas são comuns na China, país onde os meios de comunicação públicos funcionam como braços do governo e os jornalistas podem usar sua influência para gerar ou silenciar histórias.
Porém, segundo grupos de defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos, o governo chinês tem usado sua campanha para justificar ações contra jornalistas que investigam casos de corrupção e outros casos desfavoráveis a autoridades locais. Com informações da Reuters.






