China proíbe imprensa local de publicar "conteúdo crítico" ao Partido Comunista

Novas regras determinadas pelo órgão regulador de mídia do país reforçam perseguição a jornalistas e meios de comunicação de oposição.

Atualizado em 18/06/2014 às 16:06, por Redação Portal IMPRENSA.

A Administração Estatal da Imprensa, Publicação, Rádio, Filme e Televisão, órgão do governo chinês que regula a comunicação no país, determinou novas diretrizes para jornalistas e veículos de mídia. Entre as regras, está a proibição de que profissionais ou empresas jornalísticas publiquem "conteúdo crítico" ao Partido Comunista.
Segundo a Reuters, jornalistas também estão proibidos de criar websites ou blogs particulares que façam críticas negativas ao governo. O órgão, entretanto, não determina o que constitui "conteúdo crítico".
Crédito:Reprodução Novas diretrizes proíbem os veículos de comunicação de criticarem o governo chinês As novas medidas foram divulgadas em um boletim que destaca a repressão do governo às "notícias falsas" e a corrupção na imprensa. Os jornalistas chineses também estão proibidos de conduzir entrevistas ou escrever reportagens "fora de seus campos designados de cobertura".
Além disso, as agências de notícias são obrigadas a publicar, regularmente, a "opinião das massas" em suas reportagens, além de consultar sempre autoridades de propaganda e reguladores de mídia. Os jornalistas ou veículos que descumprirem as regras podem perder a licença para atuar no país.