China pede à imprensa estrangeira que relate protestos de Hong Kong “objetivamente”

Nesta quarta-feira (15/10), uma autoridade disse à imprensa estrangeira que está em Hong Kong para cobrir as manifestações pró-democracia que a China tem visto interferências exteriores nos protestos e pediu que os veículos relatem o fatos “objetivamente”.

Atualizado em 15/10/2014 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/YouTube Governo chinês quer cobertura objetiva da imprensa sobre protestos em Hong Kong
Segundo a Reuters, a autoridade, que falou aos repórteres em condição de anonimato, disse que "pelos comunicados, pela retórica e pelo comportamento de forças exteriores, como figuras políticas e alguns parlamentares e veículos de mídia, acho que este tipo de interferência certamente existe”.
Desde o início dos protestos, é a primeira vez que uma autoridade do governo central se encontrou com a mídia internacional para falar do movimento e fazer esse pedido de "objetividade" jornalística. Tanto a China quanto o governo de Hong Kong consideram as manifestações ilegais.

Embora Hong Kong seja governada segundo o modelo “um país, dois sistemas”, não conta com alto grau de autonomia, incluindo liberdade de imprensa e de expressão. Em razão disso, grupos pró-direitos humanos e de mídia vêm alertando para a deterioração da situação nos últimos anos.

O porta-voz do governo disse que tem notado que a mídia "vem tentando fazer reportagens equilibradas e objetivas" e disse esperar que os jornalistas "continuem assim e mantenham esse ímpeto de reportagens objetivas e justas.”