China mantém censura à informações sobre aniversário de protestos
China mantém censura à informações sobre aniversário de protestos
O governo da China mantém sob censura informações sobre a repressão do movimento democrático na Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), ocorrido há vinte anos. Agora, no entanto, cabais de TV estrangeiros captados no país são bloqueados, além do acesso à determinados sites.
A censura começou na última terça-feira (2) e até agora os internautas não conseguem acessar serviços da Microsoft e redes sociais, como o Twitter, Facebook e MySpace.
O bloqueio gerou debates em fóruns virtuais que ficaram abarrotados de internautas chineses que protestavam citando acontecimentos de 1989 de forma indireta ou com jogos de palavras.
Os internautas usam termos disseminados pelo próprio regime para atacá-lo. A palavra "harmonia", usada como lema pelo Partido Comunista, é umas das mais usadas nos trocadilhos. "O regime quer 'harmonizar' (censurar) os sites de informação", brincam alguns internautas.
"Grandiosa grande muralha", escreveu um internauta fazendo menção ao sistema de controle da Internet aplicado pelo governo da China.
Bloqueio aos canais estrangeiros
Canais de TV a cabo na China, os quais são vistos por uma pequena parcela da população, foram censurados. As transmissões das redes CNN e BBC foram interrompidas quando citaram acontecimentos de 1989. No lugar das imagens, aparecia uma tela escura dando a impressão que a programação tinha sido interrompida.
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