China coordenou ataque a servidor do Google, diz documentos do WikiLeaks

China coordenou ataque a servidor do Google, diz documentos do WikiLeaks

Atualizado em 30/11/2010 às 08:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O governo chinês estaria envolvido na invasão do servidor do Google no país, em janeiro deste ano. A informação consta entre os documentos divulgados pelo site , no último domingo (28). A organização de Julian Assange publicou documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia norte-americana e detalhes de pressões feitas por países árabes e Israel para que os EUA atacassem o Irã.

A organização de Assange expôs mais de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado norte-americano, e inclui um arquivo do órgão executivo chefiado pelo Partido Comunista Chinês, o Politburo. A embaixada dos EUA em Pequim teria sido avisada por um contato chinês não identificado de que o órgão ficou à frente da "invasão aos sistemas do Google". O ataque ao servidor era parte de uma campanha, coordenada por integrantes do governo, de acordo com o The New York Times.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , a China teria contratado os serviços de uma rede de hackers e especialistas em segurança em 2002, com o objetivo de ter acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, de aliados ocidentais e do Dalai Lama. A divulgação dos dados pelo WikiLeaks foi condenada pela Casa Branca, que acusou o site de "colocar em risco vidas de americanos e aliados" do país.

A empresa de tecnologia havia afirmado que o principal alvo da invasão dos hackers foi contas do Gmail, o serviço de e-mail do Google, pertencentes a ativistas de direitos humanos. O Departamento de Estado dos EUA afirmou que os ataques sofridos pela companhia eram graves e exigiu do governo da China esclarecimentos.

No início de novembro, o Google acusou a China de não permitir o livre acesso à informação que circula na internet no país, violando normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com um documento apresentado pela empresa, os chineses são impedidos de acessar conteúdos de provedores não localizados no país, caracterizando a infração e "bloqueando o crescimento econômico".

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