China censura notícia sobre sapo inflável comparado a líder comunista por internautas

Estátua de sapo foi comparada a líder comunista por internautas, e motivou o governo chinês a censurar os meios de veicularam a notícia.

Atualizado em 23/07/2014 às 16:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A China decidiu censurar quaisquer informações que retratem uma escultura em forma de sapo inflável nos meios de comunicação do país. Instalado em Pequim, o monumento foi comparado por internautas ao ex-líder comunista Jiang Zemin e motivou o fim de circulação da notícia.
Crédito:Reprodução Líder comunista foi comparado a sapo inflável e governo censurou as notícias
Segundo a AFP, o site da agência oficial Xinhua apagou todas as informações relacionadas ao sapo nesta quarta-feira (23/7). O animal é considerado pela cultura chinesa tradicional como um sinal de boa sorte. No entanto, desde que foi inaugurada no último fim de semana em um parque da capital, a escultura de 22 metros de altura foi alvo de piadas nas redes sociais.
Os internautas compararam o sapo com o ex-presidente Jiang Zemin. A moda de animais infláveis gigantes começou no ano passado, quando um pato amarelo gigante foi instalado na baía de Hong Kong. Desde então, várias cidades instalaram suas próprias esculturas.
O bloqueio de informações relativas à escultura faz parte de um controle rígido da internet feito pelo Partido Comunista Chinês. Em nome da segurança nacional, já foram excluídas de circulação páginas estrangeiras e diversos artigos que abordam questões consideradas delicadas.
No ano passado, por exemplo, o microblog Sina Weibo proibiu os termos "pato amarelo" em sua busca porque circulava na rede social uma montagem da repressão de Tiananmen na qual os tanques haviam sido substituídos por patos gigantes.