Chefe de gabinete argentino processa Lanata e prédio do apresentador é apedrejado

O chefe de Gabinete da Argentina, Aníbal Fernández, abriu um processo contra um dos mais famosos jornalistas do país, Jorge Lanata, dep

Atualizado em 05/08/2015 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O chefe de Gabinete da Argentina, Aníbal Fernández, abriu um processo contra um dos mais famosos jornalistas do país, , depois de a produção do "Periodismo para Todos" e dois narcotraficantes entrevistados pelo programa o vincularem a um triplo crime ocorrido em 2008.
Crédito:Divulgação Jornalista acusa político de ter relação com triplo assassinato
De acordo com a AFP, Fernández, principal assessor de Cristina Kirchner e um dos candidatos oficiais ao governo de Buenos Aires, alegou que a acusação do programa é "cem por cento uma invenção". A reportagem mostrou que ele esteve relacionado com um cartel de traficantes mexicano e seria mentor intelectual no assassinato de três empresários farmacêuticos.
Durante a apresentação do "Periodismo para Todos", no canal El 13, o jornalista recebeu um dos quatro sentenciados em 2012 à prisão perpétua pelo triplo assassinato:, Martín Lanatta.
Lanatta declarou durante a entrevista ter pagado pessoalmente a Fernández alguns milhões de dólares relativos a um caso de venda de efedrina, um precursor químico. José Luis Salerni também o vinculou em irregularidades em declarações ao programa.
Ameaças
Após a exibição do programa, Jorge Lanata passou a receber ameaças. O edifício onde mora foi apedrejado. Na porta do local, também foram encontradas cerca de cinco cápsulas de uma pistola calibre 38.
Em entrevista ao TodoNotícias, o jornalista afirmou que não tem garantias de que o episódio tenha relação com ele, mas fez um alerta. "Sou uma pessoa pública, e se quiserem me balear, conseguirão. Sou fácil de encontrar. Tive de andar com escolta durante um tempo da vida, mas espero não voltar a isso", disse.
O jornalista, que escreve para o Clarín e comenta na Rádio Mitre, além do Canal 13, escreveu o livro "A década perdida", no qual analisa as relações de poder construídas pelo kirchnerismo e acusações de envolvimento com atividades ilícitas.