"Charlie Hebdo" gera polêmica por ironizar menino sírio morto em charges

O semanário humorístico Charlie Hebdo está novamente no centro de uma polêmica. Desta vez, a publicação foi questionada por fazeruma capa com o menino sírio Aylan Kurdi, morto na praia turca de Bodrum, com uma mensagem dizendo que ele “fracassou a chegar à Europa” porque seria muçulmano.

Atualizado em 15/09/2015 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

no centro de uma polêmica. Desta vez, a publicação foi questionada por fazer uma capa com o menino sírio Aylan Kurdi, morto na praia turca de Bodrum, com uma mensagem dizendo que ele “fracassou a chegar à Europa” porque seria muçulmano.
Crédito:Reprodução Revista voltou a ser criticada por ironizar morte de menino sírio
Na ilustração, o menino que virou um símbolo da crise migratória, aparece morto na praia diante de um anúncio da rede de fast food McDonald’s, que traz a frase: “dois menus de criança pela preço de um”. A legenda diz “Tão perto da meta”.
Em outro desenho, com a legenda “A prova de que a Europa é cristã”, o menino sírio aparece como uma figura martirizada e inscrições como “os cristãos andam na água e crianças muçulmanas afundam”.
Segundo O Globo , a publicação logo virou alvo de uma série de críticas. O advogado Peter Herbert, diretor da Sociedade de Advogados Negros do Reino Unido, informou que o órgão vai abrir uma medida contra o periódico. “O jornal é uma publicação racista, xenofóbica e ideologicamente falida que representa o decaimento moral da França”, escreveu ele em seu perfil Twitter.
Alguns internautas relembraram ainda a campanha "Je suis Charlie", que defendeu a liberdade de expressão e de imprensa depois do ataque em Paris que deixou 12 membros do jornal mortos após sátiras ao profeta Maomé.