Chargista brasileiro se inspira no "Charlie Hebdo" e é ameaçado por torcedores
Na ilustração, presidentes do São Paulo e Palmeiras trocavam um beijo
Atualizado em 30/01/2015 às 11:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O ataque ao jornal francês Charlie Hebdo no dia 7 de janeiro de 2015, em Paris, inspirou o debate sobre a liberdade de expressão. No Brasil, ao servir de base para tratar sobre futebol, surpreendeu o chargista Diogo Salles ao ver uma de suas artes provocar reações negativas dos torcedores.
Crédito:Reprodução/Diego Salles/ESPN FC Chargista foi ameaçado por ilustrar beijo entre presidentes de clubes
Na semana passada, o chargista paulistano ilustrou os presidentes do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e do Palmeiras, Paulo Nobre, trocando um beijo. A dupla era observada pelo palmeirense Dudu e pelo são-paulino Alan Kardec, atacantes que foram alvos de disputa entre os dois clubes.
A ilustração, inspirada no Charlie e publicada no , blog dedicado ao São Paulo no ESPN FC, ataca a postura dos dirigentes e chama a atenção para a homossexualidade, que segundo o autor, é o maior tabu no futebol brasileiro. "Houve um ataque em bloco, pela internet, dos torcedores do Palmeiras, que se sentiram ofendidos pela charge. Sofri várias ameaças violentas, muita gente pediu para que eu não mexesse com isso. É uma tradição brasileira, de se deixar tudo como está", relatou ele ao UOL.
Segundo Salles, os torcedores agem como em um "regime fechado". "Dos tabus do futebol, a homofobia é o maior. O racismo também é uma coisa que incomoda demais. Uma coisa interessante é como o torcedor vê. Eu brinquei com os dirigentes, que são políticos. Mas eles encaram como uma ofensa ao clube e não é nada disso. No racismo não vejo onde explorar, a não ser subverter. Atacar a homofobia, só com sátira", acrescentou.
Crédito:Reprodução/Diego Salles/ESPN FC Chargista foi ameaçado por ilustrar beijo entre presidentes de clubes
Na semana passada, o chargista paulistano ilustrou os presidentes do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e do Palmeiras, Paulo Nobre, trocando um beijo. A dupla era observada pelo palmeirense Dudu e pelo são-paulino Alan Kardec, atacantes que foram alvos de disputa entre os dois clubes.
A ilustração, inspirada no Charlie e publicada no , blog dedicado ao São Paulo no ESPN FC, ataca a postura dos dirigentes e chama a atenção para a homossexualidade, que segundo o autor, é o maior tabu no futebol brasileiro. "Houve um ataque em bloco, pela internet, dos torcedores do Palmeiras, que se sentiram ofendidos pela charge. Sofri várias ameaças violentas, muita gente pediu para que eu não mexesse com isso. É uma tradição brasileira, de se deixar tudo como está", relatou ele ao UOL.
Segundo Salles, os torcedores agem como em um "regime fechado". "Dos tabus do futebol, a homofobia é o maior. O racismo também é uma coisa que incomoda demais. Uma coisa interessante é como o torcedor vê. Eu brinquei com os dirigentes, que são políticos. Mas eles encaram como uma ofensa ao clube e não é nada disso. No racismo não vejo onde explorar, a não ser subverter. Atacar a homofobia, só com sátira", acrescentou.





