Censura prévia ao Estadão por informações sobre filho de Sarney completa 230 dias
Censura prévia ao Estadão por informações sobre filho de Sarney completa 230 dias
Censura prévia ao Estadão por informações sobre filho de Sarney completa 230 dias
Nesta quinta-feira (18), a censura prévia contra o jornal O Estado de S. Paulo completa seis meses. Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) proíbe, desde o dia 31 de julho de 2009, qualquer informação no jornal sobre a "Operação Boi Barrica", que apura supostas irregularidades cometidas por Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).
Os recursos do jornal para que fosse encerrada a restrição começaram logo em agosto. No dia 5 daquele mês, o Estadão entrou com reclamação para que o desembargador responsável pelo caso, Dácio Vieira, se declarasse suspeito - pois ele manteria laços de amizade com a família Sarney.
Após ter um pedido negado pelo próprio desembargador, em 15 de setembro o TJ declarou Vieira suspeito para julgar o caso, mas manteve o veto ao veiculo. Ao final do mesmo mês, o Tribunal se julgou incompetente para dar prosseguimento ao caso, enviando o processo para a Justiça do Maranhão.
Após recorrer sem sucesso em instâncias inferiores, em dezembro o jornal impetrou recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo revogação da medida restritiva. No entanto, a Corte não reconheceu a ação, mantendo o Estadão proibido de veicular informações sobre a "Operação Boi Barrica".
Em 18 de dezembro de 2009, Fernando Sarney entrou com um pedido de desistência da ação, mas o jornal não aceitou o arquivamento por considerar que a iniciativa era uma ação de "efeito midiático". Desde 29 de janeiro deste ano, o Estadão aguarda uma definição judicial para ser intimado e decidir se acata ou não o pedido do filho de José Sarney.
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