"Censura" do governo reduz anúncios de supermercados em jornais argentinos
Na última quarta-feira (23/10), deputados argentinos de partidos da oposição apresentaram no Parlamento o relatório "Índice de Censura
Na última quarta-feira (23/10), deputados argentinos de partidos da oposição apresentaram no Parlamento o relatório "Índice de Censura Moreno", nome que ironiza a "proibição" de anúncios de supermercados em jornais imposta pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno.
De acordo com O Estado de S. Paulo , o relatório aponta que em setembro houve queda de 81% da publicidade do setor em relação ao mesmo mês de 2012, indicando também que os jornais tiveram 118 páginas de publicidade, o que equivale a 79% a menos do que a média de 2012, quando possuíam 570 páginas com anúncios.
Segundo analistas, a ameaça imposta pelo secretário em fevereiro tinha intenção de "esconder" dos leitores a alta de preços. Além disso, pretendia "asfixiar" os jornais do país críticos ao governo da presidente Cristina Kirchner.
Os parlamentares da oposição dizem que as pressões oficiais, além de violar a liberdade de expressão e a sustentabilidade econômica de meios de comunicação independentes, impedem os usuários e consumidores de informações sobre preços e produtos. O caso será levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Em consequência, grandes redes de supermercados estrangeiros na Argentina sucumbiram às pressões de Moreno. O deputado Carlos Brown, opositor do peronismo, afirmou que "as medidas têm o objetivo de eliminar economicamente jornais independentes”. Já o deputado Eduardo Amadeo, também dissidente, disse que "existem empresas estrangeiras importantes que aceitaram o silêncio, violando valores que defendem em seus países".
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