Censura chinesa suspende quase 10 mil contas em redes sociais
O governo chinês apertou o cerco ao redor da liberdade de expressão e determinou a suspensão de mais de 9.800 contas em redes sociais. Segundo a Administração do Ciberespaço (CAC), órgão encarregado da censura digital no país, o objetivo é fazer a "limpeza e retificação de uma série de fenômenos incontrolados".
No comunicado em que informou a medida o CAC relacionou uma série de motivos para justificar a suspensão das contas. De acordo com a agência governamental, esses perfis "criavam rumores, disseminavam informações falsas e perturbavam a ordem social normal".
O governo também acusou as plataformas sociais de "falta de responsabilidade, gestão negligente e tolerância diante da proliferação selvagem" de contas consideradas nocivas ao bem-estar da sociedade. O cancelamento dos perfis começou a ser feito no dia 20 de outubro.
As autoridades chinesas exercem controle intenso sobre as plataformas digitais. Com cerca de 700 milhões de usuários de internet, há anos, o país bloqueou Facebook, Google, Twitter e Youtube em seu território. Em seu lugar, os chineses usam, por exemplo, o Weibo e o WeChat, equivalentes ao Facebook e ao WhatsApp, respectivamente.
De acordo com a agência Reuters, muitas dessas contas eram críticas ao governo e produziam conteúdo original, incluindo jornalismo investigativo. "O caos entre as contas da mídia independente atropelou seriamente a dignidade da lei e prejudicou os interesses das massas", afirmou o CAC.
Em setembro deste ano, o governo já tinha aplicado um golpe duro na liberdade de expressão no país, fechando mais de 4 mil sites e contas de internet, inclusive páginas que ofereciam e-books gratuitos.





