CBN lança quadro Conexão Globonews CBN com Milton Jung e José Roberto Burnier
O quadro "Conexão GloboNews CBN" estreou no dia 27 de maio e vai ao ar diariamente na CBN e na GloboNews, às 6h25.
A rádio CBN e o canal por assinatura Globonews se uniram para mais um quadro multiplataforma, que une as mídias radiofônica e televisiva e que pode ser acompanhado por diferentes “players”. Do estúdio do programa "GloboNews em Ponto", José Roberto Burnier chama o apresentador do "Jornal da CBN", Mílton Jung, que está em um dos estúdios da emissora. Os dois apresentadores comentam, ao vivo, as principais notícias do dia.
Em nota publicada pelo portal da CBN, José Roberto Burnier diz que a conexão tem toda a razão de acontecer. " Somos duas mídias que têm como produto principal 24 horas de informação. Eu e o Mílton vamos destacar notícias com apuração exclusiva", afirma Burnier.
Para Milton Jung, "a conexão fará com que o assinante acostumado com o jornalismo de qualidade da GloboNews, ao sair de casa, ir para o escritório, para a escola ou para qualquer outro compromisso, continue bem-informado e em sintonia com a Rádio CBN".
O Grupo Bandeirantes já faz outros quadros com propostas semelhantes, como a exibição, por exemplo, via câmera no estúdio, do comentário da manhã do âncora da Rádio Bandnews FM. Esse comentário era feito pelo âncora Ricardo Boechat e agora é conduzido por Eduardo Barão.
Para o professor de radiojornalismo e projetos em rádio do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, Luciano Maluly esse novo modelo rádio adotado pelas emissoras proporcionou a inclusão de outras mídias na transmissão de conteúdos. Maluly alerta que não basta colocar uma câmera no estúdio. “Uma câmera [no estúdio] não significa muita coisa, porque o ouvinte de rádio está acostumado com a linguagem oral. É um meio a mais de transmissão, para ver o rosto do apresentador”, argumenta Maluly.
O professor considera que o radiojornalismo precisa, além dessas inovações do formato, acrescentar conteúdos complementares e pensar em pautas que saiam do óbvio. “As emissoras precisam ir além das pautas óbvias e acrescentar outras problemáticas, como educação e condições de trabalho dos professores, a situação das indústrias e da agricultura no Brasil, os moradores de rua e outras pautas do cotidiano”, exemplifica Maluly.
Para isso, a formação em jornalismo continua sendo essencial. “Ainda há muito o que se fazer e é preciso ter bons produtores para esses conteúdos complementares daí a importância da formação em jornalismo”, defende o professor da ECA-USP.
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