CBF processa patrocinadora da Copa do Mundo por uso indevido da seleção brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com um processo judicial contra a empresa de alimentos Marfrig, ex-dona da marca Seara, e uma das principais patrocinadoras da Copa do Mundo no Brasil em 2014.

Atualizado em 26/12/2013 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A CBF cobra em torno de R$ 50 milhões por não pagamento de parcelas, rompimento de contrato e uso indevido da marca da seleção brasileira.
Crédito:CFB/Divulgação Marca deixou de patrocinar a Copa, mas continuou usando imagem da seleção
Segundo o blog de Rodrigo Mattos, no UOL Esporte, a CBF tinha acordo com a empresa que expunha a marca Seara como um dos patrocinadores da seleção até o meio do ano, além de ser exibida como um dos parceiros principais da Copa-2014 em contrato com a FIFA. Após passar por problemas financeiros e se ver obrigada a vender a Seara, a Marfrig é acusada pela CBF de ter deixado de pagar parcelas do patrocínio, o que levou ao rompimento de contrato no meio do ano. Em seguida, a confederação fechou com a Sadia, concorrente da área de alimentos.
"Cobramos o pagamento de parcelas e a multa contratual. Só disso a ordem é de R$ 50 milhões. Além disso, ainda vamos cobrar indenização por uso indevido da seleção porque eles continuaram a usar a associação após o rompimento", explicou o diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes. A assessoria de imprensa da Marfrig respondeu que "o departamento jurídico da empresa está analisando a ação, devendo se manifestar oportunamente no foro adequado".
Apesar da ação, a empresa continua como uma das patrocinadores top da Copa do Mundo, pacote pelo qual pagou cerca de R$ 200 milhões. Houve uma troca, no entanto, da marca Seara pela Moy Park.