Cassio Rodrigues, consultor da Ezagro em Belo Horizonte; e Claudio Henrique Azevedo, engenheiro agrônomo em Unaí (MG)
Cassio Rodrigues, consultor da Ezagro em Belo Horizonte; e Claudio Henrique Azevedo, engenheiro agrônomo em Unaí (MG)
Cassio Rodrigues, consultor da Ezagro em Belo Horizonte; e Claudio Henrique Azevedo, engenheiro agrônomo em Unaí (MG)
Cassio Rodrigues, consultor da Ezagro em Belo Horizonte
Leio bastante pela internet, e nada via jornais impresso, costumo ler o site da Exame, do Bife Point e a revista BDO que dá uma ênfase importante na pecuária que é minha área, além dos sites tradicionais de notícias.
Acho que em toda a cobertura tem vantagens e desvantagens, depende da fonte e de quem escreve. Em geral quem faz as reportagens escreve muita coisa errada do ponto de vista técnico, em termos jornalísticos não vejo problema, os textos são ótimos, mas tecnicamente falando as matérias são imprecisas e é perceptível que faltam jornalistas e especializados com conhecimentos mais aprofundados.
Uma forma de melhorar essas coberturas seria uma revisão da parte de uma pessoa com conhecimento técnico profundo para que não houvesse tantos equívocos.
Os temas discutidos têm pouca informação da parte de resultados dos negócios, mas isso e uma deficiência do sistema, e tudo muito variado de região de ecologia, falta de padronização e problema da falta de banco de dados.
Claudio Henrique Azevedo, engenheiro agrônomo em Unaí (MG)
A Globo Rural às vezes pende muito para o lado comercial da coisa, não tem muita coisa técnica, sobre, por exemplo, uma doença que dá no trigo. A Globo Rural é excelente, mas às vezes faltam analistas da área, o jornalista nem sempre tem um respaldo técnico pra tratar daquele tipo de assunto. Mas geralmente elas estão muito completas, com notícia, clima, agricultura, pecuária, e interessa porque geralmente o cara que tem lavoura também tem um gadinho. Tem agrônomo que gosta das coisas técnicas, mas tem gente que gostar das receitas que a Globo Rural coloca. Em geral as revistas estão procurando melhorar.
Primeiro lugar é a analise de mercado e as cotações. O que teremos esse ano de preço bom, qual a tendência de crescimento e aumento de grãos. É muito importante.
Ainda falta falar das próprias notícias de exposições, congressos, simpósios, a agenda e a cobertura de eventos grandes. Agora em maio tem AgroBrasília 2010 e é muito importante ter cobertura, pois reúne desde empresas pequenas a multinacionais.
Acho que as revistas poderiam falar um pouco mais de políticas envolvendo agronegócio. O que o governo tem feito para ajudar a agricultura, uma coluninha, nem que fosse pra cutucar o Lula, que judiou demais dos produtores rurais. Tinha que cobrar mais isso. Por que o preço saca do milho está a R$ 13? É preciso questionar essas coisas, como quem paga o custo dessa produção para chegar nesse preço. Não querendo o exemplo dos EUA, que o subsídio lá é muito grande, mas tem políticas que poderiam ser questionadas.
As revistas poderiam falar mais sobre algumas doenças que podem pegar no campo, tanto quando o profissional engravatado vai lá, quanto o agrônomo, quanto o próprio peão. Uma leximaniose, lepstopirose, um antavírus. A parte sanitária de negócios, gripe suína, essa parte de saúde animal.






