"Casos extremos só são publicados com consentimento da fonte", diz Mônica Bergamo

"Casos extremos só são publicados com consentimento da fonte", diz Mônica Bergamo

Atualizado em 11/12/2007 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A jornalista Mônica Bergamo comanda hoje uma das seções mais lidas do jornal Folha de S.Paulo . Para manter a coluna batizada com seu nome na "Ilustrada", desde 2000, quando substituiu Joyce Pascowitch, ela nunca fica fora do ar. Em entrevista à Revista IMPRENSA de dezembro, Mônica contou um pouco dos bastidores do 4º andar do número 425 da Alameda Barão de Limeira.

Sempre atenta a possíveis notas, durante a entrevista, a jornalista explicou que até quando freqüenta festas, os sentidos estão alertas. "Sou [festeira], mas só gosto de festa com jornalista. Nas outras em que eu vou, pego a nota e volto. No jantar da rainha Sílvia, da Suécia, que foi uma super, hiper, megafesta, sentei ao lado do Fernando Arruda Botelho [acionista do Grupo Camargo Corrêa] e perguntei: 'Como está essa coisa dos espanhóis?'. Ele falou: 'Os espanhóis vão arrebentar os empresários brasileiros'. Deu primeira página. [...] Estou sempre procurando arrancar", diz.

Apesar da postura ferina, Mônica conta que a Folha é "bem resolvida" quanto aos dilemas éticos e que, apesar de saber que notícias sobre a vida pessoal das pessoas públicas suscitam bastante interesse, os limites não são ultrapassados. "Os casos extremos de separação e doença publicamos com o consentimento da fonte. Uma vez, quando o Arnaldo Antunes se separou, uma pessoa muito ligada a ele, em off, confirmou a história. Mas foi ele ou o melhor amigo que se separou? Então não demos. E se ele ainda não tivesse avisado à mãe e aos filhos?", questiona-se.

Apesar de ser uma coluna social, a página 2 da "Ilustrada" também é sempre antenada às questões políticas. De acordo com Mônica, que diz já ter sido chamada de "tucana e de petista", a preponderância maior nos adjetivos recai sobre o PMDB. No entanto, isso não quer dizer que a cobertura seja tendenciosa. "Colocamos [na coluna] muita foto de tucano. Por quê? Porque eles freqüentam mais as festas em São Paulo [...] Quando a Marta era prefeita, também saía muito e, conseqüentemente, aparecia mais na coluna. O Kassab está em todas, não perde uma festa. Já Lula, Palocci e Zé Dirceu não costumam sair muito. Os jantares dos petistas são menores, mais reservados", explica.

e leia mais sobre a entrevista com Mônica Bergamo.