Casos de vazamento de imagens íntimas quadruplicaram nos últimos dois anos
O número de vítimas de vazamento de fotos ou vídeos íntimos divulgados sem autorização no Brasil quadruplicou nos últimos dois anos. Em 2012
Atualizado em 06/07/2015 às 18:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
, 48 casos de crime cibernético foram registrados, enquanto em 2014 cerca de 224 pessoas procuraram o serviço de ajuda dos direitos da web para denunciar esse tipo de crime.
Segundo o Estadão , o vazamento de imagens íntimas atinge principalmente as mulheres, que representam 81% dos casos denunciados. Sendo que, a cada quatro vítimas, uma é menor de idade.
A estudante Mônica Pimentel, 18 anos, é mulher e era menor de idade quando teve um vídeo vazado. Cinco fotos e um vídeo que mostram ela tomando banho foram divulgados na internet quando ela ainda tinha 14 anos de idade.
“Eu pensava: o que vou fazer? Vou sentar e chorar? Eu sou a vítima disso. Posso ter agido com irresponsabilidade, mas a culpa não foi minha, porque foi o opressor quem divulgou”, afirmou Pimentel.
No ano passado, aos 17 anos, as imagens de Mônica, que estava grávida, voltaram a ganhar espaço na web. A jovem contou que sua família ficou “muito triste” com a situação do vazamento.
Quando as imagens divulgadas são de menores de idade, o crime é classificado como pornografia infantil. Já quando envolve pessoas com mais e 18 anos de idade, o crime previsto pode ser de injúria ou difamação.
Para a coordenadora psicossocial da SaferNet, Juliana Cunha, a lentidão para punir os responsáveis por vazamentos de imagens são fatores que contribuem para que os casos continuem crescendo.
Ela diz ainda que o medo de que as imagens voltem para os buscadores da internet persegue as vítimas por muito tempo, mas que vê um avanço no combate a esse crime. Na semana passada, o Google anunciou que irá retirar imagens intituladas de ‘pornografia de vingança” de sua plataforma.
Segundo o Estadão , o vazamento de imagens íntimas atinge principalmente as mulheres, que representam 81% dos casos denunciados. Sendo que, a cada quatro vítimas, uma é menor de idade.
A estudante Mônica Pimentel, 18 anos, é mulher e era menor de idade quando teve um vídeo vazado. Cinco fotos e um vídeo que mostram ela tomando banho foram divulgados na internet quando ela ainda tinha 14 anos de idade.
“Eu pensava: o que vou fazer? Vou sentar e chorar? Eu sou a vítima disso. Posso ter agido com irresponsabilidade, mas a culpa não foi minha, porque foi o opressor quem divulgou”, afirmou Pimentel.
No ano passado, aos 17 anos, as imagens de Mônica, que estava grávida, voltaram a ganhar espaço na web. A jovem contou que sua família ficou “muito triste” com a situação do vazamento.
Quando as imagens divulgadas são de menores de idade, o crime é classificado como pornografia infantil. Já quando envolve pessoas com mais e 18 anos de idade, o crime previsto pode ser de injúria ou difamação.
Para a coordenadora psicossocial da SaferNet, Juliana Cunha, a lentidão para punir os responsáveis por vazamentos de imagens são fatores que contribuem para que os casos continuem crescendo.
Ela diz ainda que o medo de que as imagens voltem para os buscadores da internet persegue as vítimas por muito tempo, mas que vê um avanço no combate a esse crime. Na semana passada, o Google anunciou que irá retirar imagens intituladas de ‘pornografia de vingança” de sua plataforma.
Para ela, precisa existir uma mudança no comportamento machista da sociedade brasileira. “As imagens foram feitas por elas, mas sua publicação não foi consentida. O erro não está em fazer as imagens, mas na divulgação”, concluiu Cunha.





