Caso de Vladimir Herzog é reaberto pelo Ministério Público Federal

Após a condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), o

Atualizado em 31/07/2018 às 11:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo reabriu o caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975, durante a ditadura militar. A informação é do Correio Braziliense .

Crédito:Reprodução internet


No início de julho, , julgamento e sanção dos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista.


“Queremos a Justiça, queremos conhecer os culpados, mas não é simplesmente uma questão de reviver o passado, mas de construir um futuro melhor. O presente que temos hoje é resultado do passado. Esse passado, se analisarmos os últimos 200 anos do Brasil, não mudou em nada. Os agentes do Estado continuam cometendo crimes e saindo impunes”, disse Ivo Herzog, filho do jornalista, que faz parte da Ouvidoria de Polícias do Estado de São Paulo, ao Correio Braziliense .


Relembre o caso


Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi convocado pelo Exército para prestar depoimento sobre as ligações com o PCB, partido contrário ao regime militar e que nunca defendeu a luta armada.


Em outubro de 1975, o jornalista compareceu ao prédio do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e nunca mais foi visto com vida.


Na época o Exército afirmou que o jornalista teria se enforcado com um cinto, o que logo provou-se ser uma mentira. Vladimir Herzog foi torturado e assassinado por militares.


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