Caso de jornalista assassinada na Rússia vai a júri popular
Caso de jornalista assassinada na Rússia vai a júri popular
O caso do assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya - uma das mais críticas à política do Kremlin no Cáucaso - será analisado no Tribunal Militar da região de Moscou com participação de um júri popular, informou nesta sexta-feira (3) Murad Musayev, advogado de um dos acusados.
"É um caso marcadamente político, e sem um júri popular os acusados não teriam nenhuma esperança", declarou à agência Interfax Musayev, ao explicar o pedido da defesa de que a causa não seja vista por juízes profissionais.
| Divulgação |
| Anna Politkovskaya |
Musayev afirmou desconhecer se o processo será secreto e a portas fechadas, como ocorre na Rússia com alguns casos de ressonância política, ou se será permitida a presença da imprensa na sala.
Na última quinta-feira (2), o caso do assassinato de Politkovskaya, que aconteceu em outubro de 2006, foi enviado pela Promotoria Geral da Rússia para julgamento.
Musayev insistiu na inocência dos acusados e desmentiu as afirmações de fontes judiciais sobre o fato de a Promotoria ter confirmado todas as acusações contra os três acusados no assassinato, que no próximo dia sete completará dois anos.
"Enviaram para julgamento os casos de dois motoristas e um intermediário e dizem ter resolvido o caso, quando não sabem quem se encarregou, organizou e efetuou o assassinato", declarou.
De acordo com a legislação russa, um caso deve ser escutado em um tribunal militar sempre que houver um militar entre os acusados, e Politkovskaia era uma agente dos serviços secretos.
Os três acusados do assassinato da jornalista, que trabalhava para o jornal Novaya Gazeta , são Serguei Khadzhikurbanov e os irmãos Dzhabrail e Ibragim Makhmudov.
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