Casa Branca reconhece "legítima" preocupação do Brasil sobre espionagem

A Assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, reconheceu, na última quarta-feira (11/9), ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, as "questões legítimas" geradas pela espionagem de Washington a Brasília.

Atualizado em 12/09/2013 às 10:09, por Redação Portal IMPRENSA.

assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, reconheceu ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, as "questões legítimas" geradas pela espionagem de Washington a Brasília.


Crédito:Divulgação Governo americano diz entender preocupação do Brasil com espionagem


"A Assessora de Segurança Nacional expressou ao ministro Figueiredo que os Estados Unidos compreendem que as recentes revelações à imprensa - algumas das quais distorceram nossas atividades e outras provocaram questões legítimas por nossos amigos e aliados (...) - criaram tensões na estreita relação bilateral com o Brasil", relatou Caitlin Hayden, porta-voz de Rice, em comunicado após a reunião de ambos na Casa Branca.


De acordo com a EFE, a porta-voz disse que "os Estados Unidos estão comprometidos a trabalhar com o Brasil para encarar estas preocupações, enquanto seguimos trabalhando de maneira conjunta em uma agenda compartilhada de iniciativas bilaterais, regionais e globais".


Hayden informou ainda que os "EUA estão realizando uma ampla revisão de suas atividades de inteligência para assegurar que são apropriadamente projetadas" e "consistentes" com seus "interesses nacionais, incluindo as relações com aliados-chave".


Dilma advertiu que a visita de Estado a Washington no dia 23 de outubro só acontecerá se receber explicações por parte da Casa Branca. A reivindicação do governo brasileiro é baseada em documentos entregues pelo ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, e ao jornalista Glenn Greenwald, que revelam que a agência de inteligência espionou as comunicações da presidente e que a Petrobras foi outro alvo dos espiões.


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