Casa Branca reconhece "legítima" preocupação do Brasil sobre espionagem
A Assessora de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, reconheceu, na última quarta-feira (11/9), ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, as "questões legítimas" geradas pela espionagem de Washington a Brasília.
"A Assessora de Segurança Nacional expressou ao ministro Figueiredo que os Estados Unidos compreendem que as recentes revelações à imprensa - algumas das quais distorceram nossas atividades e outras provocaram questões legítimas por nossos amigos e aliados (...) - criaram tensões na estreita relação bilateral com o Brasil", relatou Caitlin Hayden, porta-voz de Rice, em comunicado após a reunião de ambos na Casa Branca.
De acordo com a EFE, a porta-voz disse que "os Estados Unidos estão comprometidos a trabalhar com o Brasil para encarar estas preocupações, enquanto seguimos trabalhando de maneira conjunta em uma agenda compartilhada de iniciativas bilaterais, regionais e globais".
Hayden informou ainda que os "EUA estão realizando uma ampla revisão de suas atividades de inteligência para assegurar que são apropriadamente projetadas" e "consistentes" com seus "interesses nacionais, incluindo as relações com aliados-chave".
Dilma advertiu que a visita de Estado a Washington no dia 23 de outubro só acontecerá se receber explicações por parte da Casa Branca. A reivindicação do governo brasileiro é baseada em documentos entregues pelo ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, e ao jornalista Glenn Greenwald, que revelam que a agência de inteligência espionou as comunicações da presidente e que a Petrobras foi outro alvo dos espiões.
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