Casa Branca manipula informes independentes de jornalistas, dizem repórteres
Profissionais dizem que assessoria de Barack Obama tenta impor mudanças aos textos distribuídos na imprensa.
Atualizado em 02/10/2014 às 19:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
O tradicional serviço de imprensa da Casa Branca tem sido alvo de críticas e denúncias de manipulação por parte de jornalistas norte-americanos. Os profissionais que escrevem os informes oficiais das atividades de Barack Obama dizem que a assessoria do presidente exige mudanças em alguns textos antes de distribui-los à imprensa.
Crédito:Official White House/Pete Souza Jornalistas estão insatisfeitos com mudanças em textos exigidas pela Casa Branca
Nos EUA, a Casa Branca seleciona, regularmente, um grupo de jornalistas de diferentes veículos para acompanhar as atividades de Obama por um período determinado. Os profissionais escolhidos escrevem uma crônica, um "informe oficial", do tempo em que cobriram o presidente. Esse texto é, então, encaminhado aos veículos de imprensa dos EUA como uma espécie de press release.
Os informes são sempre escritos de maneira independente pelos repórteres e encaminhados à imprensa, normalmente, sem objeções. Mas segundo uma reportagem do Washington Post , a assessoria da Casa Branca tem solicitado mudanças nos textos de alguns profissionais, geralmente tentando manipular o discurso para torná-lo favorável ao presidente.
Todd Gillman, do The Dallas Morning News , é um dos jornalistas que afirmam ter tido o trabalho questionado. Segundo o profissional, um de seus informes citava um momento de descontração do presidente durante uma viagem. Ao acender as velas de um bolo de aniversário oferecido a um repórter veterano que se aposentava da profissão, Obama teria dito: "sopre a velinha e faça um pedido. De preferência, algo em relação ao número 270". Essa é a quantidade de votos que um candidato precisa ter em colégio eleitoral para ser eleito presidente nos EUA.
Gillman diz que o trecho foi considerado "não-oficial" por Josh Earnest, secretário de imprensa da Casa Branca, que pediu ao jornalista que alterasse o texto. O mesmo motivo foi usado para justificar pedidos de mudanças em textos de outros profissionais, como David Nakamura, do Washington Post , e Anita Kumar, da emissora McClathy DC.
A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês) anunciou que vai pedir explicações para a secretaria de imprensa da Casa Branca. Esta, por sua vez, disse apenas que "valoriza o papel dos informes independentes da imprensa, que promove uma importante, extensa e oportuna cobertura das atividades do presidente".
Crédito:Official White House/Pete Souza Jornalistas estão insatisfeitos com mudanças em textos exigidas pela Casa Branca
Nos EUA, a Casa Branca seleciona, regularmente, um grupo de jornalistas de diferentes veículos para acompanhar as atividades de Obama por um período determinado. Os profissionais escolhidos escrevem uma crônica, um "informe oficial", do tempo em que cobriram o presidente. Esse texto é, então, encaminhado aos veículos de imprensa dos EUA como uma espécie de press release.
Os informes são sempre escritos de maneira independente pelos repórteres e encaminhados à imprensa, normalmente, sem objeções. Mas segundo uma reportagem do Washington Post , a assessoria da Casa Branca tem solicitado mudanças nos textos de alguns profissionais, geralmente tentando manipular o discurso para torná-lo favorável ao presidente.
Todd Gillman, do The Dallas Morning News , é um dos jornalistas que afirmam ter tido o trabalho questionado. Segundo o profissional, um de seus informes citava um momento de descontração do presidente durante uma viagem. Ao acender as velas de um bolo de aniversário oferecido a um repórter veterano que se aposentava da profissão, Obama teria dito: "sopre a velinha e faça um pedido. De preferência, algo em relação ao número 270". Essa é a quantidade de votos que um candidato precisa ter em colégio eleitoral para ser eleito presidente nos EUA.
Gillman diz que o trecho foi considerado "não-oficial" por Josh Earnest, secretário de imprensa da Casa Branca, que pediu ao jornalista que alterasse o texto. O mesmo motivo foi usado para justificar pedidos de mudanças em textos de outros profissionais, como David Nakamura, do Washington Post , e Anita Kumar, da emissora McClathy DC.
A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA, na sigla em inglês) anunciou que vai pedir explicações para a secretaria de imprensa da Casa Branca. Esta, por sua vez, disse apenas que "valoriza o papel dos informes independentes da imprensa, que promove uma importante, extensa e oportuna cobertura das atividades do presidente".





