Casa Branca implora para que WikiLeaks não vaze mais documentos sobre guerra
Casa Branca implora para que WikiLeaks não vaze mais documentos sobre guerra
A Casa Branca "implorou" nesta sexta-feira (30) ao site WikiLeaks que não vaze o resto dos relatórios em seu poder sobre a guerra do Afeganistão. No domingo (25), a página divulgou mais de 90 mil documentos secretos sobre o assunto.
Em entrevista ao programa "Today", do canal NBC, o porta-voz do governo de Barack Obama, Robert Gibbs, afirmou que se essas informações vazarem, as vidas dos afegãos que colaboraram com as tropas americanas e a segurança nacional dos Estados Unidos ficam em perigo, segundo o G1.
A revista "Newsweek" publicou um artigo em que afirma que os talibãs asseguraram que irão procurar as pessoas nomeadas nesses documentos para retaliação. A Casa Branca alega que essa situação só se agravaria se os 15 mil documentos adicionais, que o WikiLeaks ainda diz ter, vazassem.
"(A Casa Branca) só pode implorar à pessoa que tem os documentos que não os coloque mais na internet", disse Gibbs. O governo norte-americano diz ainda que o vazamento é perigoso por revelar fontes, identidades de soldados e métodos operacionais aos que os talibãs podem ter acesso com facilidade.
O Pentágono abriu uma investigação junto ao FBI (polícia federal americana) para identificar à pessoa que passou os documentos para o editor-chefe do site, Julian Assange, que afirma desconhecer a origem do material.
"Nós nunca sabemos a fonte de um vazamento", disse Assange ao explicar que o site foi arquitetado de forma que a fonte dos dados recebidos fique no anonimato, de acordo com o Estadao.com.br.
Para o Pentágono, segundo informa a CNN, o responsável pelo roubo das informações é Bradley Manning, de 22 anos, analista da inteligência militar do país que teria acessado um sistema global militar restrito e feito o download dos documentos.
O Wikileaks publicou os documentos, que denunciam desde mortes de civis não divulgadas até a possível colaboração dos serviços secretos do Paquistão com os talibãs. Estes relatórios abrangem de janeiro de 2004 até 2010.
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