Cartunista americano Sam Brown fala sobre seus desenhos feitos por palpite de internautas
Cartunista americano Sam Brown fala sobre seus desenhos feitos por palpite de internautas
"Oi, meu nome é Sam, eu faço desenhos a partir de seus títulos". É assim que o cartunista Sam Brown, da cidade de West Hartford, no estado de Connecticut, nos Estados Unidos, explica aos internautas como funciona seu site .
Diariamente postando desenhos de um único quadro em sua página, o artista, a partir de uma iniciativa totalmente espontânea e descontraída, lançou seus personagens fininhos e, geralmente, azarados em 1999. Um ano antes disso, Sam havia planejado fazer uma grande história não-linear, contada através das imagens. Apesar de empolgado com a idéia, logo se cansou e acabou desistindo do projeto.
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Ele, então, resolveu aproveitar o pouco que já estava pronto e publicou os desenhos em um site simples, com uma nota dizendo que iria desenhar mais se qualquer pessoa lhe enviasse temas. "Aí a coisa disparou. Era apenas uma brincadeira, mas gostei de fazer isso e acho que é um bom exercício mental. Então, continuei fazendo e agora não sei como parar", explica o desenhista que faz toda sua arte em papel, para depois escaneá-las e publicar em seu site.
O negócio deu certo, de fato, e Sam resolveu dedicar todo seu tempo aos desenhos. Hoje, conta com a ajuda de sua esposa para tocar o site e para gerenciar a loja online, onde vendem camisetas e posters dos desenhos ao estilo naif - que parecem feitos por crianças, por serem simples, sem técnicas complexas. Ele, na verdade, garante que não sabe como classificar seu trabalho. "Eu nem sei como os críticos têm visto meus desenhos", diz. Mas a aprovação dos freqüentadores do site se reflete na procura pelos produtos que vende. "É engraçado ver pessoas vestindo camisetas do Explodingdog ou com a arte pendurada em suas paredes", reflete.
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Como são os internautas que definem o tema do desenho, Sam conta que não há, exatamente, uma mensagem a ser passada, que não aquela que já está no título ou composição. "A maioria deles não tem uma mensagem de verdade", diz. Mesmo vendendo alguns trabalhos pelo site, o artista declarou que todos os que estão publicados são livres para as pessoas usarem em páginas ou projetos pessoais. "Mas o que me incomoda mesmo é quando empresas usam meus desenhos sem me perguntar antes. Eu sei que quero que as pessoas respeitem meu trabalho, mas outros artistas devem pensar diferente", conta. "Se deixei meu trabalho livre para qualquer um usar, eu deveria estar preparado para alguém o usando para promover uma causa ou produto que desaprovo. Acho que não estou preparado para isso", finaliza.
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