Cartas privadas do príncipe Charles são divulgadas após batalha com "Guardian"

Ao todo, foram enviadas dez cartas a ministros, 14 escritas por eles e três de secretários privados

Atualizado em 14/05/2015 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Após dez anos de batalha judicial com o jornal , o governo britânico publicou na última quarta-feria (13/5) as correspondências trocadas com o príncipe Charles. A divulgação foi pedida em 2005 pelo jornalista Rob Evans, na intenção de divulgar o que escrevia o herdeiro da coroa e o que era respondido para que os cidadãos pudessem "decidir por si próprios se aprovavam", explicou ele na publicação.
Crédito:Press Associaton Primeiro-ministro quer alterações na lei de liberdade de informação após divulgação das cartas do príncipe Charles
Segundo a AFP, os textos escritos em 2004 e 2005 foram publicados na página do governo na internet e tratam sobre os temas que mais interessam ao príncipe. Em uma delas, Charles diz ao então premiê, Tony Blair, que está preocupado com a "falta de recursos" dos soldados britânicos na guerra no Iraque.
. Após a divulgação da correspondência, o gabinete do príncipe publicou comunicado em sua defesa. "A publicação das cartas privadas só manifesta sua vontade de expressar as inquietações e sugestões que lhe apresentam em suas viagens e encontros", afirmou.
O Supremo Tribunal britânico deu seu aval, em março, à publicação das cartas. O Guardian acusa o governo de ter gasto mais de £400.000 (554.000 euros, 630.000 dólares) em custos legais para proibir a publicação.
Depois da repercussão do caso, o governo anunciou que pode propor alterações à lei de liberdade de informação. O conjunto das cartas é conhecido por "memorandos da aranha negra", devido à assinatura do príncipe, sempre feita a negro e pela difícil caligrafia.