"CartaCapital" toma partido e publica editorial em apoio à candidatura de Dilma Rousseff

Texto assinado por Mino Carta explica apoio à reeleição de Dilma.

Atualizado em 04/07/2014 às 14:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A revista CartaCapital publicou na manhã desta sexta-feira (4/7) um editorial assinado pelo diretor de redação, Mino Carta, em que declara apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. "Escolhemos Dilma para a reeleição", inicia o texto.
Crédito:Agência Brasil Revista diz que apoiará candidatura de Dilma, mas respeitará seus adversários
Sob o título " ", o editoral explica que o apoio vem após a percepção de que o "risco de uns é a esperança de outros" e explica "algo novo se deu em 12 anos de um governo fustigado diária e ferozmente pelos porta-vozes da casa-grande, no combate que desfechou contra o monstruoso desequilíbrio social, a tolher o Brasil da conquista da maioridade".
O texto ressalta o comprometimento da revista com a isenção em seu conteúdo e que respeita os demais candidatos, mencionando a atuação de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), embora pondere que ambos estão "destinados a representar, mesmo à sua própria revelia, a pior direita".
"A direita nas nossas latitudes transcende os padrões da contemporaneidade, é medieval. Aécio Neves e Eduardo Campos serão tragados pelo apoio da mídia e de uma pretensa elite, retrógrada e ignorante", acrescenta.
O editorial revela que a CartaCapital fez críticas aos governos nascidos do PT com o PMDM e que, o primeiro mandato de Dilma passou pelas consequências de uma crise econômica global e que o governo não obteve bom desempenho em termos de comunicação, além de citar as falhas de organização da Copa.
"Críticas cabem, e tanto mais ao PT, que no poder portou-se como todos os demais partidos. Certo é que o empenho social do governo de Lula não arrefeceu com Dilma, e até avançou. Por isso, a esperança se estabelece é deste lado. Queiram, ou não, Aécio e Eduardo terão o pronto, maciço, às vezes delirante sustentáculo da reação, dos barões midiáticos e dos seus sabujos, e este custa caro", conclui.